Pacheco Pereira

21 Citações

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O futuro tem o hábito de não andar por cá quando escrevemos sobre ele e de chegar quando não o esperamos.

Público / 20080223
Há certas ideias que funcionam como o boomerang, a gente atira-as convencidos das nossas melhores intenções e elas voltam para nos bater na cabeça.

Público / 20080216
Como é que se pode acordar quando toda a gente quer continuar a sonhar?

Público / 20080209
Muita coisa que pode ser feita contra a corrupção e os seus caminhos não precisa de novas leis, nem de polícias, nem tribunais, precisa de políticos que se incomodem com o que vêem e que actuem politicamente.

Sábado / 20080131
A rápida erosão da privacidade é uma das consequências mais evidentes do ascenso da demagogia, da massificação das sociedades contemporâneas no consumo de bens culturais, da utilização perversa de novas tecnologias para disseminar boatos e calúnias, controlar, espiar e «revelar», culminando tudo isto numa vida pública dominada pelo espectáculo e pelo sentimento, corroendo a democracia por dentro.

Público / 20071103
É acaso proibido representar Deus-pai como um velho lúbrico como faz Vilhena e Crumb, e Cristo como um alegre imbecil como fizeram os Monty Python? É que se não é para defender este direito de se exprimir no limite das nossas crenças, a liberdade não serve para nada. É que também convém não esquecer que a nossa liberdade foi conquistada exactamente aqui, contra a intolerância religiosa. A essência da liberdade, tal como a entendemos, é a liberdade do outro, de escrever, desenhar, pintar, representar, filmar aquilo com que não concordamos, aquilo que consideramos ofensivo, de mau gosto, insensato, mesmo vil e nojento. Esta é a nossa concepção de liberdade, a liberdade de dissídio, do dissent, que, como tudo no mundo, não nasceu da natureza mas de uma história cultural, política e civilizacional que cada um escolhe e deseja como quer.

Público / 20060209
A afirmação do primado dos partidos não chega para combater a sua crise, pode inclusive ser factor da sua aceleração, porque parece, e é, uma defesa das coisas como estão. Por isso, não basta acantonarem-se os defensores dos partidos na centralidade destes na vida democrática, para resolver a questão. O problema é que os partidos já não estão no centro da vida democrática, descentraram-se, perderam esse papel, e uma defesa a outrance do sistema partidário versus o populismo não chega.

Público / 20060126
Se se pensa que está consolidada nas democracias a condenação da violência como instrumento político, pensa-se mal.

Público / 20051110
Os políticos costumam ser responsabilizados por todas as coisas, muitas vezes injustamente. Há porém uma coisa pela qual são quase que inteiramente responsáveis: a existência de um clima de credibilidade das instituições que gere factores de confiança.

Público / 20050915
Em questões de política, as amizades, que são também lealdades, são muito importantes, mas não é através dos seus olhos que devem ser feitas escolhas políticas positivas, já que, por omissão, todos humanamente as fazemos.

Público / 20050421
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