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Júlio Dinis
Portugal, [1839-1871], Escritor
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Se nos dermos de coração a uma quimera, se ela, nas formas vagas e aéreas que reveste, nos sorrir e namorar, em vão julgamos tê-la pelo que verdadeiramente é; há sempre um ou outro momento em que a acreditamos realizável e até realizada
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Há poucas coisas tão fatalmente contagiosas como a alegria das pessoas sérias
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Com o amor dá-se o mesmo que com o vinho. Perdoem-me as leitoras o pouco delicado da confrontação; mas bem vêem que ambos embriagam
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Ninguém sabe porque ama ou porque não ama. É uma coisa que se sente, mas que não se explica
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O homem dá a vida pelo amor, e julga não ter dado nada
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As mulheres não podem amar um homem em quem os olhares da mais afectuosa simpatia não insinuam calor ao coração
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Um amor bem verdadeiro, uma vida bem íntima com uma mulher, a quem se queira como amante, que se estime como irmã, que se venere com mãe, que se proteja como filha, é evidentemente o destino mais natural ao homem, o complemento da sua missão na terra
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O amor é um som que reclama um eco
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A bondade é um rico manancial, que brota lágrimas ao toque da menor comoção
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Em todos os homens a consciência tem só uma maneira de ser. Reprova sempre o mal, aponta sempre a culpa
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