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Jean de La Bruyère
França [1645-1696] Escritor, Moralista
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O homem que vive na indiferença, é aquele que ainda não viu a mulher que deve amar
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A gentileza faz com que o homem pareça exteriormente, como deveria ser interiormente
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A modéstia é para o mérito o que as sombras são para um quadro. Dão-lhe forma e relevo
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O aborrecimento entrou no mundo pela mão da preguiça
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O escravo apenas tem um senhor, o ambicioso tem tantos quantos lhe puderem ser úteis para vencer
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É mais vulgar ver um amor absoluto do que uma amizade perfeita
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Somos tão responsáveis por amar sempre como o somos por nunca amar
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É a profunda ignorância que inspira o tom dogmático
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Para mandar muito tempo e absolutamente sem alguém é indispensável ter a mão leve e, nunca lhe fazer sentir, por pouco que seja, a sua dependência
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As crianças não têm passado, nem futuro, e coisa que nunca nos acontece, gozam o presente
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