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António Vieira
Portugal [1608-1697] Padre/Escritor
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Há homens que são como as velas; sacrificam-se, queimando-se para dar luz aos outros
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O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive
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Quem quer mais do que lhe convém, perde o que quer e o que tem
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O maior pensar da criatura humana é comer; desde que o homem nasce até que morre anda a procurar o pão para a boca
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Mais afronta a mesura de um adulador, que uma bofetada de um inimigo
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A admiração é filha da ignorância, porque ninguém se admira senão das coisas que ignora, principalmente se são grandes; e mãe da ciência, porque admirados os homens das coisas que ignoram, inquirem e investigam as causas delas até as alcançar, e isto é o que se chama ciência
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Amor e ódio são os dois mais poderosos afectos da vontade humana
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Pouco fez, ou baixamente avalia as suas acções, quem cuida que lhas podiam pagar os homens
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A nossa alma rende-se muito mais pelos olhos, do que pelos ouvidos
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Quem tem seis asas e voa só com duas, sempre voa e canta. Quem tem duas asas e quer voar com seis, cansará logo e chorará
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