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 Amor 

36 Citações

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Freire , Paulo André

O QUE É O AMOR Quando aprendi a ler, decidi vingar-me de todas as letras que tinha em casa e que durante anos me tinham olhado a sorrir por saberem que não as podia entender. Era tempo de eu me rir delas. Lia tudo o que me aparecia e depois colocava-o na gaveta, com a displicência de quem pode dizer “já te conheço de ginjeira”. O meu dicionário Lello Escolar é uma relíquia que guardo desde esses tempos. Foi um importante amigo que me ajudou a compreender as palavras que se faziam difíceis. Há medida que o tempo tem passado, tenho vindo a perder o encanto por esta amizade porque, ao contrário de antes, não encontro no meu amigo as respostas integrais para as duvidas que me assolam. Quando o questiono sobre o significado da amizade, da saudade, da felicidade, do amor e de outros sentimentos, oiço uma resposta que já não me sacia como nos tempos de outrora. Tenho a sensação que fica sempre algo por dizer. Sobre o amor, por exemplo, disse-me que é um sentimento que nos induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa que nos agrada sobremaneira. É isso o amor? É só isso o amor? Que amigo tão ingrato! Não fosse o respeito que todos estes anos me exigem e eu dizia-te onde ias parar! Tento com este texto acrescentar um pouco a esta definição. Não tenho a presunção de a completar porque duvido que seja capaz. Aliás, este parágrafo que agora termina, à semelhança dum prefácio, foi escrito depois das linhas que se seguem, e assumo que no meu intimo sinto que algo, algo muito grande, ficou por dizer... O amor é o alimento da vida e o antídoto para o veneno da morte. É mais difícil morrer depois duma vida preenchida de amor mas é impossível, ou no mínimo insuportável, viver sem ele. O amor é o alimento da vida. E o mais paradoxal é que até os desgraçados que vêem chegado o seu último dia antes de serem invadidos pelo amor, davam tudo para viver só mais um momento desde que esse momento fosse preenchido desse raro sentimento. É mais difícil morrer a quem em vida foi discípulo de Cupido, mas sofre-se mais se nunca se perdeu a cabeça por um amor. O amor é o antídoto da morte. Quem amou tem pena de morrer porque adorou amar, mas não sofre porque voltaria a amar da mesma maneira. Quem fugiu do amor ou não soube amar não tem pena de morrer, mas é destroçado pelo sofrimento de quem gostaria de ter feito as coisas de forma diferente, mas já não tem tempo para o mudar. Um amor arrependido é sempre um amor que não se viveu. O pior que pode acontecer a um amor vivido é passar a recordação. A melhor maneira de morrer é ter o coração cheio de amor ou preenchido de recordações. O amor é totalitário e egoísta. Podem amar-se várias pessoas mas não se podem amar da mesma maneira. Há amores diferentes em qualidade, mas não há diferentes quantidades para a mesma qualidade. Cada qualidade de amor só permite uma pessoa. Amamos o nosso pai, a nossa mãe, os nossos irmãos e o nosso amor (este último merece o nome de nosso amor porque é o único que foi escolhido por nós e o único que nos podemos dar ao luxo de ilusoriamente substituir). São todos amores reais, intensos e compensadores. Mas são também todos diferentes e por isso compatíveis e não excludentes. No entanto, cada um deles, quando verdadeiro, exclui outro amor da mesma categoria, ou seja, da mesma qualidade. Não é possível amar com o mesmo sentimento um pai e um padrasto da mesma forma que é impossível amar o conjugue e um amante. O coração só permite uma pessoa em cada gavetinha. Quando nos iludimos com um novo amor da mesma qualidade, é disso mesmo que se trata – duma ilusão. A gavetinha estava vazia e assim continuará, porque o suposto novo amor que não implica o fim do suposto primeiro, também não é o amor de “gavetinha”. O amor de “gavetinha” é aquele que depois de preencher a gaveta, a fecha e atira as chaves para um local a quem nunca ninguém teve nem nunca terá acesso. É triste, ou até talvez seja bom, mas só se ama realmente uma vez. Podem viver-se amores mas só se vive um amor. Pode morrer-se de amor mas nunca se morre de amores. O amor é por natureza único e intransmissível. Muitas vezes não se vive toda a vida, nem sequer a maior parte da vida, com quem nos preencheu a gaveta. Por vezes vivemos mais tempo e até mais coisas com alguém que já não pode entrar na gaveta preenchida. Mas tudo é melhor do que viver toda a vida com a gaveta vazia, mesmo que durante todo esse tempo se tenha estado acompanhado. O amor é uma simbiose de emoção e admiração. No início gostamos de alguém que admiramos e mais tarde admiramos alguém de que gostamos. Um amor verdadeiro inicia-se com admiração e é no domínio da admiração que dá os primeiros passos. À medida que se vai desenvolvendo, a admiração vai cedendo importância à emoção que se vai tornando cada vez mais preponderante e acaba mesmo por assumir o fulcro do amor. No entanto, a admiração tem de permanecer presente, porque órfã de admiração, a emoção não vive muito tempo. O amor implica admiração. Dizer que se ama e que se admira alguém é proferir um pleonasmo. Podemos admirar sem amar, mas é impossível amar sem admirar. Um amor sem admiração é um carinho ou um devaneio de ternura, mas não é um amor. Amar implica gostar com o coração e a cabeça, que é como quem diz, com emoção e razão. Gostar só com emoção é não gostar, ou melhor, é querer gostar. O amor é gostar sem querer e não conseguir deixar de gostar mesmo que se queira. As razões que a razão desconhece só surgem quando se gosta também com a razão. Porque a razão só se deixa fintar quando esta enamorada. O amor é uma tragédia. A mais bonita e empolgante tragédia que se pode viver. A tragédia mais complicada e paradoxal que a vida nos permite experimentar. O amor é o que não sei dizer e é tudo o que digo. É indizível mesmo quando se diz. E é muitas vezes dito sem se dizer. O amor é tudo o que vale a pena, tudo o que nos basta, tudo o que nos resta. Quando aprendi a ler, decidi vingar-me de todas as letras que tinha em casa e que durante anos me tinham olhado a sorrir por saberem que não as podia entender. Era tempo de eu me rir delas. Lia tudo o que me aparecia e depois colocava-o na gaveta, com a displicência de quem pode dizer “já te conheço de ginjeira”. O meu dicionário Lello Escolar é uma relíquia que guardo desde esses tempos. Foi um importante amigo que me ajudou a compreender as palavras que se faziam difíceis. Há medida que o tempo tem passado, tenho vindo a perder o encanto por esta amizade porque, ao contrário de antes, não encontro no meu amigo as respostas integrais para as duvidas que me assolam. Quando o questiono sobre o significado da amizade, da saudade, da felicidade, do amor e de outros sentimentos, oiço uma resposta que já não me sacia como nos tempos de outrora. Tenho a sensação que fica sempre algo por dizer. Sobre o amor, por exemplo, disse-me que é um sentimento que nos induz a obter ou a conservar a pessoa ou a coisa que nos agrada sobremaneira. É isso o amor? É só isso o amor? Que amigo tão ingrato! Não fosse o respeito que todos estes anos me exigem e eu dizia-te onde ias parar! Tento com este texto acrescentar um pouco a esta definição. Não tenho a presunção de a completar porque duvido que seja capaz. Aliás, este parágrafo que agora termina, à semelhança dum prefácio, foi escrito depois das linhas que se seguem, e assumo que no meu intimo sinto que algo, algo muito grande, ficou por dizer... O amor é o alimento da vida e o antídoto para o veneno da morte. É mais difícil morrer depois duma vida preenchida de amor mas é impossível, ou no mínimo insuportável, viver sem ele. O amor é o alimento da vida. E o mais paradoxal é que até os desgraçados que vêem chegado o seu último dia antes de serem invadidos pelo amor, davam tudo para viver só mais um momento desde que esse momento fosse preenchido desse raro sentimento. É mais difícil morrer a quem em vida foi discípulo de Cupido, mas sofre-se mais se nunca se perdeu a cabeça por um amor. O amor é o antídoto da morte. Quem amou tem pena de morrer porque adorou amar, mas não sofre porque voltaria a amar da mesma maneira. Quem fugiu do amor ou não soube amar não tem pena de morrer, mas é destroçado pelo sofrimento de quem gostaria de ter feito as coisas de forma diferente, mas já não tem tempo para o mudar. Um amor arrependido é sempre um amor que não se viveu. O pior que pode acontecer a um amor vivido é passar a recordação. A melhor maneira de morrer é ter o coração cheio de amor ou preenchido de recordações. O amor é totalitário e egoísta. Podem amar-se várias pessoas mas não se podem amar da mesma maneira. Há amores diferentes em qualidade, mas não há diferentes quantidades para a mesma qualidade. Cada qualidade de amor só permite uma pessoa. Amamos o nosso pai, a nossa mãe, os nossos irmãos e o nosso amor (este último merece o nome de nosso amor porque é o único que foi escolhido por nós e o único que nos podemos dar ao luxo de ilusoriamente substituir). São todos amores reais, intensos e compensadores. Mas são também todos diferentes e por isso compatíveis e não excludentes. No entanto, cada um deles, quando verdadeiro, exclui outro amor da mesma categoria, ou seja, da mesma qualidade. Não é possível amar com o mesmo sentimento um pai e um padrasto da mesma forma que é impossível amar o conjugue e um amante. O coração só permite uma pessoa em cada gavetinha. Quando nos iludimos com um novo amor da mesma qualidade, é disso mesmo que se trata – duma ilusão. A gavetinha estava vazia e assim continuará, porque o suposto novo amor que não implica o fim do suposto primeiro, também não é o amor de “gavetinha”. O amor de “gavetinha” é aquele que depois de preencher a gaveta, a fecha e atira as chaves para um local a quem nunca ninguém teve nem nunca terá acesso. É triste, ou até talvez seja bom, mas só se ama realmente uma vez. Podem viver-se amores mas só se vive um amor. Pode morrer-se de amor mas nunca se morre de amores. O amor é por natureza único e intransmissível. Muitas vezes não se vive toda a vida, nem sequer a maior parte da vida, com quem nos preencheu a gaveta. Por vezes vivemos mais tempo e até mais coisas com alguém que já não pode entrar na gaveta preenchida. Mas tudo é melhor do que viver toda a vida com a gaveta vazia, mesmo que durante todo esse tempo se tenha estado acompanhado. O amor é uma simbiose de emoção e admiração. No início gostamos de alguém que admiramos e mais tarde admiramos alguém de que gostamos. Um amor verdadeiro inicia-se com admiração e é no domínio da admiração que dá os primeiros passos. À medida que se vai desenvolvendo, a admiração vai cedendo importância à emoção que se vai tornando cada vez mais preponderante e acaba mesmo por assumir o fulcro do amor. No entanto, a admiração tem de permanecer presente, porque órfã de admiração, a emoção não vive muito tempo. O amor implica admiração. Dizer que se ama e que se admira alguém é proferir um pleonasmo. Podemos admirar sem amar, mas é impossível amar sem admirar. Um amor sem admiração é um carinho ou um devaneio de ternura, mas não é um amor. Amar implica gostar com o coração e a cabeça, que é como quem diz, com emoção e razão. Gostar só com emoção é não gostar, ou melhor, é querer gostar. O amor é gostar sem querer e não conseguir deixar de gostar mesmo que se queira. As razões que a razão desconhece só surgem quando se gosta também com a razão. Porque a razão só se deixa fintar quando esta enamorada. O amor é uma tragédia. A mais bonita e empolgante tragédia que se pode viver. A tragédia mais complicada e paradoxal que a vida nos permite experimentar. O amor é o que não sei dizer e é tudo o que digo. É indizível mesmo quando se diz. E é muitas vezes dito sem se dizer. O amor é tudo o que vale a pena, tudo o que nos basta, tudo o que nos resta.

Paulo Freire Publicado no Jornal "Diário de Coimbra" em 2001
Paulo Freire, Coimbra

Freire , Paulo André

AMOR TRAÍDO PELO PASSADO Não há volta a dar: o amor é estúpido. Esta verdade é tão inabalável que não acredito em nenhum amor que não seja estúpido nem em nenhum enamorado que não esteja estupidificado. Quando se consegue racionalizar, analisar prós e contras, ser ponderado, ver a nossa perspectiva e a recíproca de quem esta connosco, quando se é capaz não só de perdoar mas também de esquecer, de desagregar a vida profissional da afectiva, de separar o passado do futuro, de resistir à tentação de cobrar a nossa entrega e se consegue dar um tempo como quem tira umas férias…é porque ainda não se esta suficientemente estúpido e de amor não se tem mais do que uma ilusão. No dia em que se dissiparem as certezas, se questionarem as verdades irrefutáveis, se dispensar a lógica que deixa de ter lógica alguma, se revolverem as entranhas em sintonia com alma, quando a lucidez passar a ser uma coisa que se teve, o ritmo circadiano abandonar a prática para ser algo que só conhece dos livros e se apagarem as datas transformando o passado e o futuro num contínuo que ensombra o presente…nessa altura esta em marcha a extrema e perigosa estupidez do amor. A partir daqui devia ser obrigatório ser portador duma identificação que assinalasse o estado de “totó inimputável”. As chatices, os equívocos e os julgamentos de carácter que se poupariam se fosse possível incluir este conceito no código de direito civil. E o pior disto tudo é que um totó, mesmo que melhore e ganhe algum auto-controlo, não consegue evitar as recaídas. A “totisse” é um estado crónico recidivante. Uma vez totó… totó o resto da vida… As próximas frases são só para totós. Há coisas que só os totós entendem, uma espécie de código só deles, uma linguagem inscrita nos genes que se mantém silenciada até que aquele alguém a desbloqueie. Se não é totó tenha a bondade e lucidez de voltar mais tarde porque o que será dito a seguir não fará nenhum sentido para si. Porque é que nos dói o passado da pessoa que amamos? Porque é que nos arrasa saber que o nosso amor já foi amor doutra pessoa? Porque é que as insónias insistem em alternar com os pesadelos em que ela aparece escondida nuns braços que não são os nossos? Porque é que é insuportável imaginar que aquela boca perfeita foi capaz de articular a palavra amo-te sem nos ter à sua frente e de já ter sido completada na ausência dos nossos lábios? Não faz sentido mas dói. Dói até ao âmago, até à célula mais profunda e desnervada, até à mais ínfima molécula. Dói porque amamos e nos tornámos estúpidos, tão estúpidos que não nos lembramos sequer que aquilo faz parte daquele tempo que deixámos de conhecer: o passado. Instala-se uma iniquidade de espírito que nos leva a acreditar que ela devia ter antevisto a nossa entrada na sua vida e simplesmente aguardar a chegada do dia mágico, como se a vida, os encontros, as pessoas e os sentimentos tivessem alguma coisa de previsível. Não podemos apagar o passado nem mudar a história. E mesmo que o pudéssemos fazer não era bom que o fizéssemos. O rumo que se toma, as avaliações que se fazem e os sentimentos que se experimentam só acontecem porque houve um caminho que nos trouxe até ali. Um passado diferente conduziria inevitavelmente a um presente distinto e em última análise foi esse pretérito que os juntou. Mas nem tudo é inevitável e o passado só os separará se eles deixarem. Depende deles a partilha desse passado e a capacidade de resistir à tentação de o ocultar. Porque só há uma coisa mais dolorosa do que a consciência plena do passado da pessoa que se ama: ficar a saber que afinal não se conhece esse passado. Essa ocultação vai ser irremediavelmente sentida como uma traição e impor exactamente a mesma reacção: a perda de confiança e o indeclinável desmoronar do sentimento que deveria ter sido para sempre. Não há alturas fáceis para partilhar a nossa história da mesma maneira que não há alturas fáceis para ouvir a história da pessoa que se ama. Porque nunca é fácil. Porque ambos estão estupidificados pelo carácter das limitações que os seus sentimentos lhes impõem. Mas há um tempo limitado para que tudo isso possa ser partilhado. Esse tempo é aquele que medeia entre o primeiro amo-te e o encontro seguinte. Ou, o mais tardar, suceder a pergunta directa de quem nos ama e nos questiona sobre o nosso passado. Depois disso, qualquer altura será sempre tarde demais... A necessidade de conhecer o passado de quem se ama não tem nada a ver com a decisão sobre o futuro da relação. Nenhuma história é negra o suficiente para ser capaz de aniquilar um amor. Já um passado oculto, mesmo que inócuo, poderá minar um relacionamento irremediavelmente. Quando alguém nos bate à porta perguntamos quem é. Quando alguém nos bate ao coração temos de saber, por mais que custe, quem foi…

Publicado na "Revista C" em 5 de Janeiro de 2012
Paulo Freire, Coimbra

Capua , Fábio Gabriel

A representação do amor vai muito além dos sentimentos ardentes de pessoas apaixonadas. O Verdadeiro e puro amor é representado através de pequenos atos de carinho e demonstrações de preucupação com algo ou alguém. A Amabilidade é enfim, a arte de amar e ser amado.

Fabio Capua, Rio de Janeiro, Brasil

Capua , Fábio Gabriel

A representação do amor vai muito além dos sentimentos ardentes de pessoas apaixonadas. O Verdadeiro e puro amor é representado através de pequenos atos de carinho e demonstrações de preucupação com algo ou alguém. A Amabilidade é enfim, a arte de amar e ser amado.

Fabio Capua, Rio de Janeiro, Brasil

Andrade , Carlos Drummond de

Amor é bicho instruído.

joão entresede, coimbra

Shakespeare , William

"Duvida que as estrelas sejam fogo, Duvida que o Sol gire da Terra em derredor, Duvida que a verdade mentira seja logo, Não duvides jamais do meu amor! Ó querida Ofélia, adoeço a medir versos: Arte não tenho para medir os meus suspiros; mas amo-te sobre todas as coisas e pessoas. Ó melhor das melhores, crê-me! Adeus... Teu para sempre, ó querida das queridas, Teu enquanto dure esta corpórea máquina, Hamlet."

Luís Rijo, Massamá

Bessa-Luís , Agustina

Não é o amor que interessa aos homens, mas as crenças naturais na capacidade de sentir.

Antes do Degelo
Paulo Neves da Silva, Oeiras

Bessa-Luís , Agustina

O amor não se discute. Mesmo fingido é bom. De qualquer pedra bruta se pode fazer uma Galateia.

Paulo Neves da Silva, Oeiras

Castelo Branco , Camilo

A liberdade do coração é tudo

Amor de Perdição
joão entresede, coimbra

Zweig , Stefan

Amor é como vinho e, como o vinho, a uns reconforta e a outros abate.

Isabel Lauretti, Brasil
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