Dom Carlos I

Portugal
28 Set 1863 // 1 Fev 1908
Rei de Portugal (1889-1908)

8 Citações



Vozes de burro não chegam ao céu. Sem que a minha modéstia me coloque no céu, põe-me pelo menos os furos suficientes acima desses pandilhas para me não molestar com o que eles dizem. (...) Se eles começarem a contender muito comigo, talvez lhes doa.

Carta ao Conde de Arnoso, a propósito das críticas que lhe eram movidas pela imprensa Republicana
Desde que tenhamos a razão do nosso lado, podemos ir até aonde o nosso dever o indicar, porque felizmente o número dos que têm a perder ainda é maior, e a esses, damos e daremos garantias de bem servir o País. Devemos prosseguir no nosso caminho, doa a quem doer, e nesse caminho sempre me encontrarás ao teu lado e ao dos teus colegas, por maiores que sejam os sacrifícios que eu tenha que fazer. Devo-os ao meu País, devo-os àqueles que com tanta dedicação o querem servir.

(1907) Carta a João Franco
A primeira etapa está transposta com muitas dificuldades e com tantas coisas estranhas que não posso narrar-lhas, mesmo a si. (...) Como gente que se vê perdida, os meus adversários recorrem a todas as armas, até mesmo as mais infames. Tudo lhes serviu. (...) A fenomenal inépcia da maior parte dos nossos adversários, que dá como resultado prático que, sendo-se um pouco hábil, quase todos os golpes se voltarão contra eles próprios. (...) Creio que com um pouco de firmeza e habilidade, assim continuará até ao fim.

(1907) Carta à duquesa de Uzès, aristocrata francesa
Também li os jornais Dia e Novidades. Vêem, como era natural, destemperados. Os Republicanos era natural saltassem de todo. Quanto ao Correio da Noite, acho-o um pouco mais manso do que eu imaginava que ele viesse. Século e Notícias parecem-me estar «à capa», a ver em que isto pára. Estou ainda convencido que se houver juízo ainda se poderá vencer mais esta campanha, o que é preciso é não perder os Dissidentes de vista porque podem fazer um disparate qualquer.

(1907) Carta ao Conde de Arnoso
No momento mais doloroso da tua vida, o teu marido gostaria de estar ao pé de ti para dizer tudo aquilo que ele pensa, mas que é impossível de escrever. (...) Muitos poderão dizer-to ou mostrar-to melhor que eu, mas ninguém te conhece ou te ama mais do que o teu marido devotado.

(1894) Carta a D. Amélia, a propósito da morte do conde de Paris
Ao começar as minhas campanhas oceanográficas, dediquei-me desde logo quase exclusivamente ao estudo dos peixes que obtive, e fui levado principalmente a esta especialização de estudo, por ver a grande importância das pescarias da nossa costa, e acreditar que, talvez por um estudo metódico da distribuição e das épocas de passagem das diferentes espécies nas nossas águas, melhores resultados ainda pudessem ser obtidos.

(1903) - Citado em El-Rei D. Carlos - Memória Viva, Lisboa, Inapa, 1991
Quanto aos anarquistas... não me admira que nestes momentos turvos alguns apareçam e alguma coisa tentem; mas para isso é que nós cá estamos e por certo nem a ti nem a mim será o medo que nos fará mudar de caminho. Cada vez mais me convenço que o caminho que nos traçamos é o bom, para não dizer o único e portanto já sabes que me encontras ao teu lado e ao do governo, por pensamentos, palavras e obras!

(1907) Carta a João Franco
Não é homem de Estado, nem sabe servir o seu País aquele que julgando ter afirmado um erro, se não penitencie dele e não esteja pronto, reconhecendo-o, a seguir caminho diverso que julgue mais oportuno e conveniente.

(1907) Carta a João Franco
 

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