Florbela Espanca

Portugal
8 Dez 1894 // 8 Dez 1930
Poetisa

230 Citações

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O costume português é deixar-se tudo em palavras mas palavras que são bolas de sabão deitadas ao ar para distrair pequeninos de seis anos.

Correspondência (1920)
Não costumo acreditar muito nos sonhos... porque de todos se acorda.

Correspondência (1930)
Toda a mulher que acarinha os filhos doutra tem uma alma bem formada.

Correspondência(1911)
Digo o que penso e, muito simplesmente enuncio factos pois que, apesar de poetisa, ligo bem maior importância aos factos do que às palavras por bonitas que sejam. Palavras são como as cantigas: leva-as o vento.

Correspondência (1920)
Apesar de tudo, a loucura não é assim uma coisa tão feia como muita gente julga. Há tantas loucas felizes!

Correspondência (1916)
Eu não sou boa nem quero sê-lo, contento-me em desprezar quase todos, odiar alguns, estimar raros e amar um.

Correspondência (1916)
É uma resposta aos que chamam ao suicídio um fim de cobardes e de fracos, quando são unicamente os fortes que se matam! Sabem lá esses pseudo-fortes o que é preciso de coragem para friamente, simplesmente, dizer um adeus à vida, à vida que é um instinto de todos nós, à vida tão amada e desejada a despeito de tudo, embora esta vida seja apenas um pântano infecto e imundo!

Correspondência (1916)

Dor

Neste mundo só temos certa a dor e nada mais; dizem que a dor é para os eleitos... e se só os maus são felizes, bendita seja a desgraça que nos torna bons!

Correspondência (1916)
Perdoo facilmente as ofensas, mas por indiferença e desdém: nada que me vem dos outros me toca profundamente.

Correspondência (1930)
Um retrato é apenas a ideia aproximada de uma pessoa. A graça de um sorriso, o olhar, a expressão e tudo quanto para mim é a beleza, não pode verdadeiramente existir num retrato.

Correspondência (1916)
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