Ramalho Eanes

Portugal
n. 25 Jan 1935
MIlitar/Político/Estadista

19 Citações

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Na política internacional, infelizmente, como diziam Rousseau e Kant, as relações ainda permanecem no estado de natureza – é a força que as rege.

Expresso, 27 Jan 2007
Sou, em absoluto, contra a pena de morte. Decide-se que um homem falhou definitivamente. Mas quem tem o direito de dizer que um homem falhou assim? Ninguém! A mais bela definição de Homem – a de Rousseau – é que ele é um ser perfectível, capaz, pela sua própria natureza, de se aperfeiçoar sempre, por mais nefasto que tenha sido o seu passado. Além disso, o homem tem direitos naturais que ninguém pode retirar. E o direito básico, primeiro, é o direito à vida. Digo mesmo que não há uma democracia real onde há pena de morte, onde o Estado assassina, legalmente, cidadãos.

Expresso, 27 Jan 2007
O direito à vida é fundamental. Isto não quer dizer que seja contra a despenalização do aborto – eu sou pela despenalização. Mas sendo o aborto um problema da consciência de cada um, que a sociedade não deve penalizar, a sociedade não pode deixar de dizer que reprova a sua prática, social e moralmente.

Expresso, 27 Jan 2007
Logo que passei a exercer actividade partidária, vi que não tinha nem predisposição nem condições – ou, se quiser, qualidades – para dirigir um partido.

Expresso, 27 Jan 2007
Eu não sou um homem de conflitos, mas não sou de evitar conflitos por razões de conveniência.

Expresso, 27 Jan 2007
Com toda a sinceridade e distanciação que a vida me ensinou, devo dizer que nunca se está preparado para bem governar uma organização, seja ela a família, uma unidade, uma empresa, um país.

Expresso, 27 Jan 2007
Sempre me preocupei mais com os homens do que com as organizações a que pertencem.

Expresso, 27 Jan 2007
Costuma dizer-se que o povo sabe o que quer e nunca se engana. Não é verdade. Mas um povo muito velho como o nosso acaba por ter, por razões de cultura e de subconsciente colectivo, uma grande sabedoria. Em alturas difíceis e complicadas, essa sabedoria manifesta-se.

Expresso, 27 Jan 2007
A guerra é, por força da sua natureza, uma situação de excessos, em que o homem revela aquilo que tem de melhor e de pior. Isso muitas vezes nem depende propriamente de um comando incorrecto, mas de um medo incontrolável. O homem quando tem medo e quer sobreviver é capaz de tudo. Incluindo actos que são perfeitamente inaceitáveis.

Expresso, 27 Jan 2007
Responsabilizo inteiramente Salazar por não ter sido capaz de ler a situação geopolítica determinada pelo fim da II Guerra Mundial, em que as colónias não tinham cabimento. Salazar não percebeu isso e acabou por nos condenar à descolonização inglória que produzimos. É o primeiro e grande responsável por isso.

Expresso, 27 Jan 2007
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