Sigmund Freud

Austria
6 Mai 1856 // 23 Set 1939
Pai da Psicanálise/Ensaísta

41 Citações

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A felicidade é a realização de um desejo pré-histórico da infância. É por isso que a riqueza contribui em tão pequena medida para ela. O dinheiro não é objecto de um desejo infantil.

Correspondência (1898)
Como fica forte uma pessoa quando está segura de ser amada!
As minhas capacidades ou os meus talentos são muito limitados. Zero em ciências naturais; zero em matemática; zero em tudo quanto seja quantitativo. No entanto, o pouco que possuo e que se reduz a pouca coisa foi provavelmente muito intenso.

Correspondência (1926)
O amor ou o ódio dos homens não espera, para se fixar, ter primeiro estudado e reconhecido a natureza das coisas. Os homens amam por impulso e por razões de sentimento que nada têm a ver com o conhecimento e às quais a reflexão e a meditação não podem deixar de tirar força.

Um Souvenir da Infância de Leonardo da Vinci (1910)
Há numerosos indivíduos civilizados que recuariam aterrados perante a ideia do assassínio ou do incesto, mas que não desdenham satisfazer a sua cupidez, a sua agressividade, as suas cobiças sexuais, que não hesitam em prejudicar os seus semelhantes por meio da mentira, do engano, da calúnia, contanto que o possam fazer com impunidade.

O Futuro de uma Ilusão (1927)
O homem enérgico e bem sucedido é aquele que consegue transmutar as fantasias do desejo em realidades.

Cinco lições sobre a psicanálise
O demónio do homem é o que nele há de melhor, é o próprio homem. Não se deve empreender coisa alguma de que se não goste realmente.

Correspondência (1885)
Acabei por convencer-me de que a masturbação era o único grande hábito, a «necessidade primitiva», e que as outras necessidades, como as do álcool, da morfina, do tabaco, não passam de seus substitutos, produtos de substituição.

Correspondência (1897)
O amor pela mulher rompe os laços colectivos criados pela raça, ergue-se acima das diferenças nacionais e das hierarquias sociais, e, fazendo-o, contribui em grande medida para os progressos da cultura.

Psicologia Colectiva e Análise do Eu (1921)
Os poetas e os romancistas são aliados preciosos, e o seu testemunho merece a mais alta consideração, porque eles conhecem, entre o céu e a terra, muitas coisas que a nossa sabedoria escolar nem sequer sonha ainda. São, no conhecimento da alma, nossos mestres, que somos homens vulgares, pois bebem de fontes que não se tornaram ainda acessíveis à ciência.

Delírios e Sonhos na «Gradiva» de Jensen (1907)
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