Svetlana Alexievich

Bielorussia
n. 31 Mai 1948
Escritora / Jornalista

8 Citações



Todas as pessoas têm coisas importantes para contar. Se criarmos um ambiente de confiança, calmo, íntimo, surgem grandes histórias. Pessoas sem importância têm grandes histórias. Mas se faço uma pergunta banal, obtenho uma resposta banal. As pessoas têm uma grande necessidade de falar de coisas sérias. Mas acontece que não lhes dão oportunidade. Ninguém as quer ouvir. Vivemos num mundo de banalidade. O trabalho do escritor é resgatar as pessoas dessa banalidade.

Jornal Público, 27 Abril 2016
A verdade é como uma sinfonia. Nós estamos aqui a conversar, mas se amanhã nos pedirem para relatar o que se passou, cada um terá uma versão diferente. Só se unirmos as várias versões, as várias vozes, conseguiremos construir a História, que é uma soma dessas experiências individuais. A História colectiva é uma grande mentira. Quando ouvimos as pessoas, elas dizem coisas inesperadas, coisas que não sabíamos.

Jornal Público, 27 Abril 2016
A verdade não cabe numa mente apenas. Tem muitas formas de manifestar-se, e está dispersa pelo mundo inteiro.

Jornal Público, 27 Abril 2016
Com dinheiro posso comprar uma coisa, posso comprar liberdade. Eu levo muito tempo a escrever os meus livros - de cinco a dez anos. (...) Tenho ideias para dois novos livros, estou contente porque agora estarei livre para trabalhar neles.

Declarações após ter recebido o Prémio Nobel de Literatura 2015
Eu investigo a vida à procura de observações, nuances, detalhes. Porque o meu interesse na vida não é o evento em si, não a guerra como tal, não Chernobyl como tal, não o suicídio como tal. O que me interessa é o que acontece com o ser humano, o que acontece com ele nos nossos tempos. Como o homem se comporta e reage. Quanto do homem biológico está nele, quanto do homem do seu tempo, quanto o homem do homem.

http://alexievich.info
Mostrem-me um romance fantástico sobre Chernobyl - não existe nenhum! Porque a realidade é sempre mais fantástica.

Vozes de Chernobyl: a História Oral de um Desastre Nuclear
A morte é a coisa mais justa do mundo. Nunca ninguém ficou de fora. O mundo leva toda a gente - o bondoso, o cruel, os pecadores. Fora isso, não existe nada que seja justo no mundo.

Vozes de Chernobyl: a História Oral de um Desastre Nuclear
 

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