O Rosário para Crentes e Não-Crentes

por: José Luís Nunes Martins
Portugal
n. 14 Mar 1971
Filósofo

18 Citações

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O bem que fazemos ao próximo não é por ele. É por amor. É amor. Qualquer outro motivo é insignificante. O amor é infinito e absoluto. A verdadeira caridade não procura nada em troca senão poder cumprir-se. O amor sofre com bondade, sem inveja, vaidade ou orgulho. Apenas porque é.
As sementes do medo estão no nosso íntimo e não na mão que nos ameaça.
São precisas muitas derrotas para se construir uma vitória. As batalhas mais brutais são as que vencem dentro de nós. Contra o medo, contra o egoísmo, contra a vontade de cuidar das feridas e descansar ou de desistir... os caminhos do amor separam os que querem mesmo chegar ao mais alto daqueles que apenas gostavam que isso lhes acontecesse.
O passado não pode ser uma cauda pesadíssima que nos impede de sair do mesmo sítio. O futuro não é um pesadelo certo a que não conseguiremos escapar.
O egoísmo opõe-se ao amor. Amar é esquecer-se de si. Isto implica que se faça o maior de todos os sacrifícios: entregar-se. Sem condições nem certezas. Apenas fé.
A paciência é a capacidade de ser mais forte do que a adversidade que se arrasta no tempo. Não é só esperança, é fazer tudo o que é necessário para que ela se cumpra. Não basta vontade. É preciso firmeza.
O amor verdadeiro é discreto e constante, não se diminui com a posse, antes cresce na responsabilidade. É sossegado e refletido. Inquieto, mas brando e suave. Consola, não atormenta.
Quem ama sofre. Mas alcança o maior de todos os bens: a felicidade. Quem não ama perde-se, condenando-se ao inferno da maior das dores: a desgraça voluntária. Viver longe de si mesmo e do seu bem.
A alegria é a vida no seu estado mais puro. Na verdade, nunca surge do nada, resulta da vontade de cuidar de alguém, constrói-se, mas não se agarra... e tem de ser partilhada. Pois, se não arriscarmos beber com os outros este excesso da própria vida, viveremos num mundo de sombra, sem festa, sem alegria e sem amor.
A alegria não são gritos, loucuras ou embriaguez. É a felicidade íntima de quem sente e sabe que tudo está bem. O júbilo de acreditar na vitória do que se acredita ser bom.
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