José de Sousa Saramago

Portugal
16 Nov 1922 // 18 Jun 2010
Escritor [Nobel 1998]

14 Citações

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Deus não precisa do homem para nada, excepto para ser Deus.
Cada homem que morre é uma morte de Deus. E quando o último homem morrer, Deus não ressuscitará.
Os homens, a Deus, perdoam-lhe tudo, e quanto menos o compreendem mais lhe perdoam.
Deus é o silêncio do universo, e o homem o grito que dá um sentido a esse silêncio.
Deus: um todo arrancado ao nada por quem é pouco mais que nada.
Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos. Sem memória não existimos, sem responsabilidade talvez não mereçamos existir.
O meu comportamento é absurdo: não sei defender-me, entrego-me a cada entrevista como se tivesse a vida em jogo. Às vezes parece-me surpreender na cara dos jornalistas uma expressão de assombro. Imagino que estarão a pensar: «Por que tomará ele isto tão a peito?».
O senso comum é o terreno donde me recuso a sair, simplesmente por ter a consciência claríssima das minhas próprias limitações.
Sentir como uma perda irreparável o acabar de cada dia. Provavelmente, é isto a velhice.
É preciso ver o que não foi visto, ver outra vez o que se viu já, ver na Primavera o que se vira no Verão, ver de dia o que se viu de noite, com Sol onde primeiramente a chuva caía, ver a seara verde, o fruto maduro, a pedra que mudou de lugar, a sombra que aqui não estava.
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