António Vieira

Portugal
6 Fev 1608 // 18 Jul 1697
Padre/Escritor

22 Citações

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Não há inocência que esteja segura de um falso testemunho.
Ao trabalho corresponde o fruto que se colhe.
A dor não tem juízo, e nenhuma é maior que a do amor ofendido.
Grandes males não se curam senão com grandes remédios, e estes não se aplicam sem grande resolução.
Dores certas não se podem curar com remédios duvidosos.
Melhor fora não intentar que não conseguir; nem desejar os fins se não se hão-de aplicar os meios.
Quem não tem poder não tem amigos.
Grande miséria é que não bastem os serviços, o amor e a verdade para conservar a graça dos príncipes e que baste a calúnia para se perder.
Não sei qual é a maior tentação, se a necessidade, se a cobiça.
Como o que há basta para a ambição dos presentes, não querem aventurar nada com a esperança, porque possuem o que nunca esperaram.
Não devemos condenar os amigos pela informação dos inimigos.
A pior coisa que têm os maus costumes é serem costumes: ainda é pior que serem maus.
As cidades com ferro se defendem e não com ouro.
Nenhuma coisa desengana a quem quer enganar-se.
Seja o futuro emenda do passado, e o que há-de ser, satisfação do que foi.
As coisas grandes não se acabam de repente; hão mister de tempo e todas têm seu tempo.
A diligência na guerra é tudo para com efeito se alcançar vitória.
Entre todas as injustiças, nenhumas clamam tanto ao Céu como as que tiram a liberdade aos que nasceram livres e as que não pagam o suor aos que trabalham.
Os inimigos da campanha podem-se vencer uma e muitas vezes, os da nossa corte são invencíveis; aqueles com as vitórias vão-se diminuindo, estes com elas crescem mais.
Em tempo em que só vale a lisonja, não podia parecer bem quem professa só a verdade.
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