Florbela Espanca

Portugal
8 Dez 1894 // 8 Dez 1930
Poetisa

23 Citações

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Quem me dirá se, lá no alto, o céu também é para o mau, para o perjuro? Para onde vai a alma que morreu? Queria encontrar Deus! Tanto o procuro!
Um grande amor é sempre grave e triste.
Procurei o amor que me mentiu. Pedi à vida mais do que ela dava.
Eu não sou de ninguém!... Quem me quiser há-de ser luz do Sol em tardes quentes... Há-de ser Outro e outro num momento! Força viva, brutal, em movimento, astro arrastando catadupas de astros!
Onde está ela, Amor, a nossa casa, o bem que neste mundo mais invejo?
Se as minhas mãos em garra se cravassem sobre um amor em sangue a palpitar... Quantas panteras bárbaras mataram só pelo raro gosto de matar!
Sou eu! Sou eu! A que nas mãos ansiosas prendeu da vida, assim como ninguém, os maus espinhos sem tocar nas rosas.
Sei lá quem sou?! Sei lá! Cumprindo os fados num mundo de maldades e pecados, sou mais um mau, sou um pecador...
Amo todos os sonhos que se calam de corações que sentem e não falam.

Dor

Altiva e couraçada de desdém, vivo sozinha em meu castelo, a Dor!
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