Domingos dos Reis Quita

Portugal
6 Jan 1728 // 26 Ago 1770
Poeta

6 Poemas



Pelo Campo Cantando Vai Contente (1)

Pelo campo cantando vai contente/ o Lavrador seguindo o curvo arado:/ e canta na prisão o desgraçado,/ ao triste som de uma áspera corrente./ / Aquele, canta alegre, e docemente,/ nas suaves pensões ...

Finalmente outra Vez Vejo Perdida (2)

Finalmente outra vez vejo perdida/ Às mãos do amor, a doce liberdade/ Que já livrei da sua crueldade/ Como quem de um naufrágio salva a vida./ / Já no meu coração nova ferida/ Abrem os duros golpes d...

Aonde, Amor Cruel, aonde me Guias? (3)

Aonde, amor cruel, aonde me guias?/ São estes os teus bosques consagrados/ Onde só vejo peitos lacerados,/ Corações em extremas agonias?/ / Só respondem as duras penedias/ A míseros gemidos em vão da...

Quando em Meu Desvelado Pensamento (4)

Quando em meu desvelado pensamento/ O teu formoso gesto se afigura,/ Não sei que afecto sinto, ou que ternura,/ Que a toda esta alma dá contentamento./ / Ali fico num largo esquecimento,/ Contempland...

Idílio (5)

Praias, que banha o Tejo caudaloso:/ Ondas, que sôbre a areia estais quebrando:/ Ninfas, que ides escumas levantando:/ Escutai os suspiros dum saüdoso./ / E vós também, ó côncavos rochedos,/ Que dos ...

A Manhã (6)

A rosada manhã serena desce/ Sobre as asas do Zéfiro orvalhadas;/ Um cristalino aljôfar resplandece/ Pelas serras de flores marchetadas;/ Fugindo as lentas sombras dissipadas/ Vão em sutil vapor, que...


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