Florbela Espanca

Portugal
8 Dez 1894 // 8 Dez 1930
Poetisa

135 Poemas

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Aos Olhos Dele (31)

Não acredito em nada. As minhas crenças/ Voaram como voa a pomba mansa,/ Pelo azul do ar. E assim fugiram o/ As minhas doces crenças de criança./ / Fiquei então sem fé; e a toda gente/ Eu digo sempre...
A Mensageira das Violetas

O Nosso Mundo (32)

Eu bebo a Vida, a Vida, a longos tragos/ Como um divino vinho de Falerno!/ Poisando em ti o meu amor eterno/ Como poisam as folhas sobre os lagos.../ / Os meus sonhos agora são mais vagos.../ O teu o...
Livro de Sóror Saudade

Vaidade (33)

Sonho que sou a Poetisa eleita,/ Aquela que diz tudo e tudo sabe,/ Que tem a inspiração pura e perfeita,/ Que reúne num verso a imensidade!/ / Sonho que um verso meu tem claridade/ Para encher todo o...
Livro de Mágoas

Anseios (34)

Meu doido coração aonde vais,/ No teu imenso anseio de liberdade?/ Toma cautela com a realidade;/ Meu pobre coração olha cais!/ / Deixa-te estar quietinho! Não amais/ A doce quietação da soledade?/ T...
A Mensageira das Violetas

Charneca em Flor (35)

Enche o meu peito, num encanto mago,/ O frêmito das coisas dolorosas.../ Sob as urzes queimadas nascem rosas.../ Nos meus olhos as lágrimas apago.../ / Anseio! Asas abertas! O que trago/ Em mim? Eu o...
Charneca em Flor

Não Ser (36)

Quem me dera voltar à inocência/ Das coisas brutas, sãs, inanimadas,/ Despir o vão orgulho, a incoerência:/ - Mantos rotos de estátuas mutiladas!/ / Ah! arrancar às carnes laceradas/ Seu mísero segre...
Charneca em Flor

Trazes-me em Tuas Mãos de Vitorioso (37)

Trazes-me em tuas mãos de vitorioso/ Todos os bens que a vida me negou,/ E todo um roseiral, a abrir, glorioso/ Que a solitária estrada perfumou./ / Neste meio-dia límpido, radioso,/ Sinto o teu cora...
A Mensageira das Violetas

Errante (38)

Meu coração da cor dos rubros vinhos/ Rasga a mortalha do meu peito brando/ E vai fugindo, e tonto vai andando/ A perder-se nas brumas dos caminhos./ / Meu coração o místico profeta,/ O paladino auda...
A Mensageira das Violetas

Sem Remédio (39)

Aqueles que me têm muito amor/ Não sabem o que sinto e o que sou .../ Não sabem que passou, um dia, a Dor/ À minha porta e, nesse dia, entrou./ / E é desde então que eu sinto este pavor,/ Este frio q...
Livro de Mágoas

Crepúsculo (40)

Teus olhos, borboletas de oiro, ardentes/ Batendo as asas leves, irisadas,/ Poisam nos meus, suaves e cansadas/ Como em dois lírios roxos e dolentes.../ / E os lírios fecham... Meu Amor, não sentes?/...
Livro de Sóror Saudade
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