Gil Vicente

Portugal
1465 // 1536
Dramaturgo/Poeta

7 Poemas



Amor o Quis assim (1)

Agravos de Colopêndio/ Pois Amor o quis assi,/ que meu mal tanto me dura,/ não tardes triste ventura,/ que a dor não se doi de mi,/ e sem ti não tenho cura./ / Foges-me, sabendo certo/ que passo peri...

Alma Humana, Formada de Coisa Nenhuma (2)

Anjo:/ / Alma humana, formada/ de nenhüa cousa, feita/ mui preciosa,/ de corrupção separada,/ e esmaltada/ naquela frágoa perfeita,/ gloriosa;/ planta neste vale posta/ pera dar celestes flores/ olor...

Serranilha (3)

A serra é alta, fria e nevosa;/ vi venir serrana gentil, graciosa./ / Vi venir serrana, gentil, graciosa,/ cheguei-me per'ela com grã cortesia./ / Cheguei-me per'ela de grã cortesia,/ disse-lhe: senh...

Nós Somos Vida das Gentes (4)

Sempre é morto quem do arado/ há-de viver./ / Nós somos vida das gentes,/ e morte de nossas vidas;/ a tiranos pacientes/ que a unhas e a dentes/ nos têm as almas roídas./ Pera que é parouvelar?/ Que ...

Pois Casei Má Hora (5)

Pois casei má hora, e nela,/ e com tal marido, prima.../ Comprarei cá üa gamela,/ par'ò ter debaixo dela,/ e um grão penedo em cima./ Porque vai-se-me às figueiras,/ e come verde e maduro;/ e quantas...

Pois Amor me Quer Matar (6)

Pois amor me quer matar/ com dor, tristura e cuidado,/ eu me conto por finado,/ e quero-me soterrar./ / Fui tomar üa pendença/ com üa cruel senhora,/ e agora/ acho que foi pestelença./ Chore quem qui...

Contra a Morte e o Amor não Há Quem Tenha Valia (7)

Era ainda o mês de abril,/ de maio antes um dia,/ quando lírios e rosas/ mostram mais sua alegria;/ pela noite mais serena/ que fazer o céu podia,/ quando Flérida, a formosa/ infanta, já se partia,/ ...


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