Gonçalves Crespo

Portugal
11 Mar 1846 // 11 Jun 1883
Poeta/Jurista

5 Poemas



Alguém (1)

Para alguém sou o lírio entre os abrolhos,/ E tenho as formas ideais de Cristo;/ Para alguém sou a vida e a luz dos olhos,/ E, se na Terra existe, é porque existo./ / Esse alguém, que prefere ao namo...

Soneto da Nudez (2)

Há um misto de azul e trevas agitadas/ Nesse felino olhar de lúbrica bacante./ Quando lhe cai aos pés a roupa flutuante,/ Contemplo, mudo e absorto, as formas recatadas./ / Nessa mulher esplende um p...

Esta Palavra Saudade (3)

Junto de um catre vil, grosseiro e feio,/ por uma noite de luar saudoso,/ Camões, pendida a fronte sobre o seio,/ cisma, embebido num pesar lutuoso.../ / Eis que na rua um cântico amoroso/ subitâneo ...

O Relógio (4)

No álbum de Eduardo Burnay/ / Ebúrneo é o mostrador: as horas são de prata/ Lê-se a firma Bruguet por baixo do gracioso/ Rendilhado ponteiro; a tampa é enorme e chata:/ Nela o esmalte pro...

Na Aldeia (5)

A Cristóvão Aires/ / Duas horas da tarde. Um sol ardente/ Nos colmos dardejando, e nos eirados./ Sobreleva aos sussurros abafados/ O grito das bigornas estridente./ / A taberna é vazia; m...


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