João Miguel Fernandes Jorge

Portugal
n. 1943
Poeta

13 Poemas

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Se Falássemos de Amor Falávamos de Outra Maneira (1)

Se falássemos de amor falávamos de outra maneira./ / A imagem de qualquer pedra servia bem a desordem/ que vai sobre esta mesa/ o copo de cerveja/ admiráveis modos de viver/ / o mais mortal amigo é s...

Este é o Papel Singular da Alegria (2)

Este é o papel singular da alegria/ a lei errante do país/ é o maior dos silêncios./ / Caminhei por entre rios pontos de água/ estações de novembro/ pequena razão dos ventos da manhã./ / Não trafique...

Como Podemos Esperar (3)

Como podemos esperar./ Aguardar o que nossas mãos possam reter./ Uma palavra. O olhar cúmplice. Se as coisas/ têm já o estado do vento/ o que nas ruas fica das vozes ao fim do dia./ / Aguardar mais a...

Há Momentos que Resulta tão Difícil Chegarmos a um Sentimento (4)

Há momentos em que do fogo sobe para a noite/ há momentos que resulta tão difícil chegarmos a um/ sentimento./ Descubro uma figura que já não/ sei seguir. Há momentos/ eu vejo o que se senta à minha ...

Trago-te ao Espaço da Janela (5)

Trago-te ao espaço da janela./ De novo surgiram deste lado da rua./ Em voz baixa disse «uma alucinação». A/ única resposta foi entrar em casa/ subir ao quarto mudar de roupa/ ser jovem com quem soube...

O que me Faz Escrever este Poema (6)

O que me faz escrever este poema/ não são as coisas: terra céu astros./ A saber: estendo a mão: e/ o mundo reconhece-a encontra a/ / memória onde repousa e se transforma./ Pequena questão de valor có...

Vimos do Tempo da Falta Mínima (7)

Vimos do tempo da falta mínima/ da casa construindo as folhas de quadrícula/ (quando um traço mais que expressivo preenche/ o vazio de uma folha)/ nem beleza nem fim/ nem número ordenador como fantas...

A Questão deste Corpo (8)

A questão deste corpo está hoje no esquecimento/ dogma sobre ele erguido há muito tempo: é/ um corpo flutuante confuso próximo de/ um conhecimento verbal/ questão em si mesmo questionando teoria/ opi...

O Natal de Minha Mãe (9)

A abstracção não precisa de mãe nem pai/ nem tão pouco de tão tolo infante/ / mas o natal de minha mãe é ainda o meu natal/ com restos de Beira Alta/ / ano após ano via surgir figura nova nesse/ pres...

Não Trago Recordações (10)

Não trago recordações./ Escolheria as que não interessam a ninguém./ Como se erguesse contra mim o tiro de uma arma/ ou acabasse de ler as disposições da comuna/ sobre as mulheres./ Precisamos um do ...
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