João Xavier de Matos

Portugal
1730 // 1789
Poeta

4 Poemas



Pôs-se o Sol (1)

Pôs-se o sol... Como já na sombra feia/ Do dia pouco a pouco a luz desmaia,/ E a parda mão da noite, antes que caia,/ De grossas nuvens todo o ar semeia!/ / Apenas já diviso a minha aldeia;/ Já do ci...

Quando nas Mãos de Amor me Vi Sujeito (2)

Quando nas mãos de amor me vi sujeito,/ A razão em mil erros consentindo,/ Jurei de nunca mais, em lhe fugindo,/ Sujeitar-me a seu bárbaro preceito./ / Ora pude escapar-lhe, e ver desfeito/ O duro la...

Que assim Sai a Manhã (3)

Que assim sai a manhã, serena e bela!/ Como vem no horizonte o sol raiando!/ Já se vão os outeiros divisando,/ já no céu se não vê nenhuma estrela./ / Como se ouve na rústica janela/ do pátrio ninho ...

Já lá Vão Sete Lustros (4)

Já lá vão sete lustros, que este monte/ Berço me foi: Já da vital jornada/ Mais de meia carreira está passada;/ E cedo iremos ver outro horizonte:/ / A mão já treme, já se enruga a fronte,/ Já branqu...


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