José Henrique dos Santos Barros

Portugal
1946 // 1983

3 Poemas



Alexandrina, Como Era (1)

Minha tia Alexandrina bebia café/ meia tigela de manhã e meia de tarde/ o que dava mais dum litro./ Com esse rio de fogo correndo no seu corpo/ punha ela dez filhos fora de casa/ e lavava dez sobrado...

Pássaros (2)

Eu não sei o nome destes pássaros que viajam alto./ Anjos? Não. Ouve-se-lhes bater o coração./ / Os nazis distribuíam sopa aos pobres/ (vejo na TV como quem diz «nem tudo foi mau»)./ Revejo-me numa f...

Humidade (3)

O melhor é abrir a porta minha mãe/ respirar o cansaço por fora enquanto bordas/ borda a borda o barco se parte todo/ um mau fogo o abrasa./ / Nós estamos silenciosos e húmidos./ Escuta a pulsação co...


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