Manuel Bandeira

Brasil
19 Abr 1886 // 13 Out 1968
Poeta / Professor / Tradutor

8 Poemas



Vou-me Embora pra Pasárgada (1)

Vou-me embora pra Pasárgada/ Lá sou amigo do rei/ Lá tenho a mulher que eu quero/ Na cama que escolherei/ Vou-me embora pra Pasárgada/ / Vou-me embora pra Pasárgada/ Aqui eu não sou feliz/ Lá a exist...

Versos Escritos na Água (2)

Os poucos versos que aí vão,/ Em lugar de outros é que os ponho./ Tu que me lês, deixo ao teu sonho/ Imaginar como serão./ / Neles porás tua tristeza/ Ou bem teu júbilo, e, talvez,/ Lhes acharás, tu ...

Letra para uma Valsa Romântica (3)

A tarde agoniza/ Ao santo acalanto/ Da noturna brisa./ E eu, que também morro,/ Morro sem consolo,/ Se não vens, Elisa!/ / Ai nem te humaniza/ O pranto que tanto/ Nas faces desliza/ Do amante que ped...

O Impossível Carinho (4)

Escuta, eu não quero contar-te o meu desejo/ Quero apenas contar-te a minha ternura/ Ah se em troca de tanta felicidade que me dás/ Eu te pudesse repor/ - Eu soubesse repor -/ No coração despedaçado/...

Estrada (5)

Esta estrada onde moro, entre duas voltas do caminho,/ Interessa mais que uma avenida urbana./ Nas cidades todas as pessoas se parecem./ Todo o mundo é igual. todo o mundo é toda a gente./ Aqui, não:...

Mascarada (6)

Você me conhece?/ (Frase dos mascarados de antigamente)/ / - Você me conhece?/ - Não conheço não./ - Ah, como fui bela!/ Tive grandes olhos,/ que a paixão dos homens/ (estranha paixão!)/ Fazia maiore...

Paisagem Noturna (7)

A sombra imensa, a noite infinita enche o vale.../ E lá no fundo vem a voz/ Humilde e lamentosa/ Dos pássaros da treva. Em nós,/ - Em noss’alma criminosa,/ O pavor se insinua.../ / Um carneiro bale./...

Chama e Fumo (8)

Amor – chama, e, depois, fumaça…/ Medita no que vais fazer:/ O fumo vem, a chama passa.../ / Gozo cruel, ventura escassa,/ Dono do meu e do teu ser,/ Amor – chama, e, depois, fumaça.../ / Tanto ele q...


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