Manuel Maria Barbosa du Bocage

Portugal
15 Set 1765 // 21 Dez 1805
Poeta

36 Poemas

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Amor Sem Fruto, Amor Sem Esperança (11)

Amor sem fruto, amor sem esperança/ É mais nobre, mais puro,/ Que o que, domando a ríspida esquivança,/ Jaz dos agrados nas prisões seguro./ Meu leal coração, constante e forte,/ Vendo a teu lado ace...

Magro, de Olhos azuis, Carão Moreno (12)

Magro, de olhos azuis, carão moreno,/ Bem servido de pés, meão na altura,/ Triste de facha, o mesmo de figura,/ Nariz alto no meio, e não pequeno;/ / Incapaz de assistir num só terreno,/ Mais propens...

Soneto Ditado na Agonia (13)

Já Bocage não sou!... À cova escura / Meu estro vai parar desfeito em vento... / Eu aos Céus ultrajei! O meu tormento / Leve me torne sempre a terra dura;/ / Conheço agora já quão vã figura, / Em pro...

Eu Me Ausento de Ti, Meu Pátrio Sado (14)

Eu me ausento de ti, meu pátrio Sado,/ Mansa corrente deleitos, amena, / Em cuja praia o nome de Filena/ Mil vezes tenho escrito, e mil beijado: / / Nunca mais me verás entre o meu gado / Soprando a ...

Tu, Vã Filosofia (15)

Tu, vã Filosofia, embora aviltes/ Os crentes nas visões do pensamento,/ Turvo clarão de raciocínios tristes/ Por entre sombras nos conduz, e a mente,/ Rastejando a verdade, a desencanta;/ Nem doloros...

Se é Doce (16)

Se é doce no recente, ameno Estio/ Ver toucar-se a manhã de etéreas flores,/ E, lambendo as areias e os verdores,/ Mole e queixoso deslizar-se o rio;/ / Se é doce no inocente desafio/ Ouvirem-se os v...

Amor a Amor Nos Convida (17)

Com dura e branda cadeia,/ Com facho activo e suave,/ De seus mistérios co'a chave,/ Amor entre nós volteia:/ Já deprime, já gloreia,/ Já dá morte, já dá vida;/ E nesta incessante lida,/ Que em si tr...

Oh Retrato da Morte, oh Noite Amiga (18)

Oh retrato da morte, oh noite amiga/ Por cuja escuridão suspiro há tanto! / Calada testemunha do meu pranto, / Des meus desgostos secretária antiga!/ / Pois manda Amor, que a ti somente os diga, / Dá...

Depois de Te Haver Criado, a Natureza Pasmou (19)

A mãe, que em berço dourado/ Pôs teu corpo cristalino,/ É sup'rior ao Destino,/ Depois de te haver criado./ Quando Amor, o Nume alado,/ Tua infância acalentou,/ Quando os teus dias fadou,/ Minha Líli...

Olhos Suaves, que em Suaves Dias (20)

Olhos suaves, que em suaves dias/ Vi nos meus tantas vezes empregados; / Vista, que sobra esta alma despedias/ Deleitosos farpões, no céu forjados: / / Santuários de amor, luzes sombrias, / Olhos, ol...
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