Marcos Konder Reis

Brasil
15 Dez 1922 // 11 Set 2001

7 Poemas



Aparência (1)

Cismo, numa tarde, entre esta tarde e a mor-/ te, a verdade que nasce na minha carne:/ / Vivemos de beleza, de silêncio e beleza./ Trilhamos uma estrada incerta e traiçoeira,/ A estrada perfumada por...

Tentara o Amor de Abril (2)

Tentara o amor de Abril tornar mais duro,/ Naquele mês de céu azul cortado/ Pelas pandorgas cor do assombro, o brado/ Que no meu peito armava o meu futuro;/ / Porque de novo, a procurar, procuro,/ De...

Benoit (3)

Acende no meu peito o sério lume/ Aceso no teu peito porco e bento,/ E sê no medo meu, no meu tormento,/ O mestre predileto, o amado nume/ / Capaz de iluminar, sob o cardume/ De estrelas, uma estrada...

Parâmetro (4)

Uma tarde amarela noroeste/ modo nosso de amar lembrando a estrada,/ que passa sempre a leste/ de urna tarde espantada,/ / de urna tarde amarela soterrada/ numa caixa de pêssegos, madura,/ uma janela...

Mapa (5)

Ao norte, a torre clara, a praça, o eterno encontro,/ A confidência muda com teu rosto por jamais./ A leste, o mar, o verde, a onda, a espuma,/ Esse fantasma longe, barco e bruma,/ O cais para a part...

Eu Planto no Teu Corpo (6)

Como se arrasta no sol morno um verme/ Por sobre a polpa de uma fruta, eu durmo/ A tua carne e sinto o teu contorno/ Entre os meus braços como um fruto morno./ / E a minha boca sobre a pele, um verme...

O Amor Confina o Amor (7)

Na branda luz do frio, gravo a ternura/ De andar sofrendo, pela vez primeira,/ O amor que, por engano, a vida inteira/ Transforma numa lenta desventura./ / Se no ar desta manhã sopra tão pura/ A obri...


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