Octavio Paz

México
31 Mar 1914 // 19 Abr 1998
Escritor/Poeta/Diplomata [Nobel 1990]

6 Poemas



Silêncio (1)

Assim como do fundo da música/ brota uma nota/ que enquanto vibra cresce e se adelgaça/ até que noutra música emudece,/ brota do fundo do silêncio/ outro silêncio, aguda torre, espada,/ e sobe e cres...

Teus Olhos (2)

Teus olhos são a pátria do relâmpago e da lágrima,/ silêncio que fala,/ tempestades sem vento, mar sem ondas,/ pássaros presos, douradas feras adormecidas,/ topázios ímpios como a verdade,/ outono nu...

Dia (3)

De que céu caído,/ oh insólito,/ imóvel solitário na onda do tempo?/ És a duração,/ o tempo que amadurece/ num instante enorme, diáfano:/ flecha no ar,/ branco embelezado/ e espaço já sem memória de ...

Movimento (4)

Se tu és a égua de âmbar/ eu sou o caminho de sangue/ Se tu és o primeiro nevão/ eu sou quem acende a fogueira da madrugada/ Se tu és a torre da noite/ ...

Certeza (5)

Se é real a luz branca/ desta lâmpada, real/ a mão que escreve, são reais/ os olhos que olham o escrito?/ / Duma palavra à outra/ o que digo desvanece-se./ Sei que estou vivo/ entre dois parênteses./...

Destino de Poeta (6)

Palavras? Sim, de ar,/ e no ar perdidas./ Deixa-me perder entre palavras,/ deixa-me ser o ar nuns lábios,/ um sopro vagabundo sem contornos/ que o ar desvanece./ / Também a luz em si mesma se perde./...


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