Pablo Neruda

Chile
12 Jul 1904 // 23 Set 1973
Poeta [Nobel 1971]

36 Poemas

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Não Me Sinto Mudar (31)

Não me sinto mudar. Ontem eu era o mesmo./ O tempo passa lento sobre os meus entusiasmos/ cada dia mais raros são os meus cepticismos,/ nunca fui vítima sequer de um pequeno orgasmo/ / mental que der...

Tédio (32)

Ir levando no caminho os amores perdidos/ e os sonhos idos/ e os fatais sinais do olvido./ / Ir seguindo na dúvida das horas apagadas,/ pensando que todas as coisas se tornaram amargas/ para alongarm...

Velho Cego, Choravas (33)

Velho cego, choravas quando a tua vida/ era boa, e tinhas em teus olhos o sol:/ mas se tens já o silêncio, o que é que tu esperas,/ o que é que esperas, cego, que esperas da dor?/ / No teu canto pare...

Grita (34)

Amor, quando chegares à minha fonte distante,/ cuida para que não me morda tua voz de ilusão:/ que minha dor obscura não morra nas tuas asas,/ nem se me afogue a voz em tua garganta de ouro./ / ...

A Vulgar Que Passou (35)

Não eras para os meus sonhos, não eras para a minha vida,/ nem para os meus cansaços perfumados de rosas,/ nem para a impotência da minha raiva suicida,/ não eras a bela e doce, a bela e dolorosa./ /...

Pequena América (36)

Quando vejo a forma/ da América no mapa,/ amor, é a ti que eu vejo:/ as alturas do cobre em tua cabeça,/ os teus peitos, trigo e neve,/ a tua cintura delgada,/ velozes rios que palpitam, doces/ colin...
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