Rabindranath Tagore

Índia
1861 // 1941
Escritor/Poeta/Músico

12 Poemas



Amor Pacífico e Fecundo (1)

Não quero amor/ que não saiba dominar-se,/ desse, como vinho espumante,/ que parte o copo e se entorna,/ perdido num instante./ / Dá-me esse amor fresco e puro/ como a tua chuva,/ que abençoa a terra...

Desejo Indomável (2)

Como corre a gazela/ pela sombra dos bosques,/ enlouquecida pelo próprio perfume,/ assim corro eu, enlouquecido,/ nesta noite do coração de maio/ aquecida pela brisa do Sul./ / Perdi o caminho/ e err...

Cântico da Esperança (3)

Não peça eu nunca/ para me ver livre de perigos,/ mas coragem para afrontá-los./ / Não queira eu/ que se apaguem as minhas dores,/ mas que saiba dominá-las/ no meu coração./ / Não procure eu amigos/ ...

A Mulher Inspiradora (4)

Mulher, não és só obra de Deus;/ os homens vão-te criando eternamente/ com a formosura dos seus corações,/ e os seus anseios/ vestiram de glória a tua juventude./ / Por ti o poeta vai tecendo/ a sua ...

À Espera do Amado Desconhecido (5)

Quem é esta mulher,/ a sempre triste,/ que vive no meu coração?/ Quis conquistá-la mas não consegui./ / Adornei-a com grinaldas/ e cantei em seu louvor.../ Por um momento/ bailou o sorriso no seu ros...

As Coisas Transitórias (6)

Irmão,/ nada é eterno, nada sobrevive./ Recorda isto, e alegra-te./ / A nossa vida/ não é só a carga dos anos./ A nossa vereda/ não é só o caminho interminável./ Nenhum poeta tem o dever/ de cantar a...

O Último Negócio (7)

Certa manhã/ ia eu pelo caminho pedregoso,/ quando, de espada desembainhada,/ chegou o Rei no seu carro./ Gritei:/ — Vendo-me!/ O Rei tomou-me pela mão e disse:/ — Sou poderoso, posso comprar-te./ Ma...

A Prisão do Orgulho (8)

Choro, metido na masmorra/ do meu nome./ Dia após dia, levanto, sem descanso,/ este muro à minha volta;/ e à medida que se ergue no céu,/ esconde-se em negra sombra/ o meu ser verdadeiro./ / Este bel...

O Céu e o Ninho (9)

És ao mesmo tempo o céu e o ninho./ / Meu belo amigo, aqui no ninho,/ o teu amor prende a alma/ com mil cores,/ cores e músicas./ / Chega a manhã,/ trazendo na mão a cesta de oiro,/ com a grinalda da...

Egoísmo (10)

Fui sozinho à minha entrevista,/ Quem é esse que me segue/ na escuridão calada?/ / Afasto-me para ele passar,/ mas não passa./ / Seu andar soberbo/ levanta poeira,/ sua voz forte/ duplica a minha pal...

Paixão Secreta (11)

Acordei com os primeiros pássaros,/ já minha lâmpada morria./ Fui até à janela aberta e sentei-me,/ com uma grinalda fresca/ nos cabelos desatados.../ Ele vinha pelo caminho/ na névoa cor de rosa da ...

À Espera do Amado (12)

Disse-me baixinho:/ — Meu amor, olha-me nos olhos./ Ralhei-lhe, duramente, e disse-lhe:/ — Vai-te embora./ Mas ele não foi./ Chegou ao pé de mim e agarrou-me as mãos.../ Eu disse-lhe:/ — Deixa-me./ M...


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