Reinaldo Ferreira

Portugal
20 Mar 1922 // 30 Jun 1959
Poeta

7 Poemas



O Essencial é Ter o Vento (1)

O essencial é ter o vento./ Compra-o; compra-o depressa,/ A qualquer preço./ Dá por ele um princípio, uma ideia,/ Uma dúzia ou mesmo dúzia e meia/ Dos teus melhores amigos, mas compra-o./ Outros, men...

Se Eu Nunca Disse (2)

Se eu nunca disse que os teus dentes/ São pérolas,/ É porque são dentes./ Se eu nunca disse que os teus lábios/ São corais,/ É porque são lábios./ Se eu nunca disse que os teus olhos/ São d'ónix, ou ...

O Futuro (3)

Aos domingos, iremos ao jardim./ Entediados, em grupos familiares,/ Aos pares,/ Dando-nos ares/ De pessoas invulgares,/ Aos domingos iremos ao jardim./ Diremos, nos encontros casuais/ Com outros clãs...

Natal de Longe (4)

Natal!...Natal!... / A boca o diz, / A mão o escreve, / O coração já não sente. / / Que a emoção, / Vibração / Das asas da fantasia / No voo do pensamento, / Deixou-se ficar parada / Só porque a noit...

Vivo na Esperança de um Gesto (5)

Vivo na esperança de um gesto/ Que hás-de fazer./ Gesto, claro, é maneira de dizer,/ Pois o que importa é o resto/ Que esse gesto tem de ter./ Tem que ter sinceridade/ Sem parecer premeditado;/ E tem...

Na Tarde Erramos (6)

Na tarde erramos/ Nós, tu e eu, Mas três./ Tão sós que vamos/ E não sou eu/ Quem vês./ / Discreto calo,/ P'ra que o meu senso/ Louves;/ Em vão não falo,/ Tanto o que eu penso/ Ouves./ / Melhor me for...

Natal (7)

Neste caminho cortado / Entre pureza e pecado / Que chamo vida, / Nesta vertigem de altura / Que me absolve e depura / De tanta queda caída, / É que Tu nasces ainda / Como nasceste / Do ventre de Tua...


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