Soror Violante do Céu

Portugal
30 Mai 1607 // 28 Jan 1693
Religiosa/Escritora

5 Poemas



Se Ausente da Alma Estou, que me Dá Vida? (1)

Se apartada do corpo a doce vida,/ Domina em seu lugar a dura morte,/ De que nasce tardar-me tanto a morte/ Se ausente da alma estou, que me dá vida?/ / Não quero sem Silvano já ter vida,/ Pois tudo ...

Antes que Vosso Amor Meu Peito Vença (2)

Será brando o rigor, firme a mudança,/ Humilde a presunção, vária a firmeza,/ Fraco o valor, cobarde a fortaleza,/ Triste o prazer, discreta a confiança;/ / Terá a ingratidão firme lembrança,/ Será r...

A uma Suspeita (3)

Amor, se uma mudança imaginada/ É com tanto rigor minha homicida,/ Que fará, se passar de ser temida,/ A ser, como temida, averiguada?/ / Se só por ser de mim tão receada,/ Com dura execução me tira ...

Tirano Deus Cupido (4)

Que suspensão, que enleio, que cuidado/ É este meu, tirano deus Cupido?/ Pois tirando-me enfim todo o sentido/ Me deixa o sentimento duplicado./ / Absorta no rigor de um duro fado,/ Tanto de meus sen...

Enfim Fenece o Dia (5)

Enfim fenece o dia,/ Enfim chega da noite o triste espanto,/ E não chega desta alma o doce encanta/ Enfim fica triunfante a tirania,/ Vencido o sofrimento,/ Sem alívio meu mal, eu sem alento,/ A sort...


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