Vasco Miranda

Portugal
1922 // 1976

5 Poemas



Recusa (1)

a Alberto de Serpa/ / Serei sempre um poeta provinciano./ Um poeta triste, esquivo,/ Com medo de apertar a mão aos poetas da cidade/ E de me sentar com eles/ À mesa do Café./ Não falarei de minha...

Mãe (2)

Intacta como o silêncio. Terra/ Na terra, dela te alimentas e, serena,/ A adubas, como orvalho às manhãs./ Fantasma de ti, não; e, como espírito, ardes/ Por entre. Ciprestes e ventos. E sóis e/ Noite...

Palco (3)

Dadas as mãos,/ Enlaçados os dedos,/ Unidos os destinos,/ Ficámo-nos extáticos, frente ao altar do universo,/ Como se fora no princípio do mundo!.../ / - No começo da Vida!/ / Um canto de ave, ante a...

Respira Naturalmente (4)

Respira naturalmente como erva/ Acordada ao orvalho da manhã./ Voz exacta da noite é o silêncio e a/ Seta que trespassa os nossos olhos fundidos/ No espanto do milagre/ Inominado./ Respira como quem ...

Alimentar-me de Ti (5)

De alimentar-me de Ti como Jonas do ventre da baleia/ De inserir-me em teus braços chicoteados de infinitos horizontes/ De beijar-Te o rosto como a uma chaga de luz/ De amar-Te de um amor qual nunca ...


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