William Shakespeare

Inglaterra
1564 // 1616
Dramaturgo/Poeta/Actor/Compositor

14 Poemas



Comparar-te a um Dia de Verão? (1)

Comparar-te a um dia de verão?/ Há mais ternura em ti, ainda assim:/ um maio em flor às mãos do furacão,/ o foral do verão que chega ao fim./ Por vezes brilha ardendo o olhar do céu;/ outras, desfaz-...

Ah, que Olhos Pôs Amor na Minha Cara (2)

Ah, que olhos pôs Amor na minha cara/ mas sem correspondência a fiel vista?/ Ou se a têm, meu juízo onde é que pára/ que em tão falsas censuras inda insista?/ Se é belo o que meus olhos falso adoram/...

A Noite não me Deu nenhum Sossego (3)

Como voltar feliz ao meu trabalho/ se a noite não me deu nenhum sossego?/ A noite, o dia, cartas dum baralho/ sempre trocadas neste jogo cego./ Eles dois, inimigos de mãos dadas,/ me torturam, envolv...

Meus Olhos Vêem Melhor se os Vou Fechando (4)

Meus olhos vêem melhor se os vou fechando./ Viram coisas de dia e foi em vão,/ mas quando durmo, em sonhos te fitando,/ são escura luz que luz na escuridão./ Tu cuja sombra faz a sombra clara,/ como ...

Sem um Filho te Apagarás no Poente (5)

A luz real ergueu-se a oriente/ com a coroa de fogo na cabeça:/ e o nosso olhar, vassalo obediente,/ ajoelha ante a visão que recomeça./ Enquanto sobe, Sua Majestade,/ a colina do céu a passos de oir...

A Minha Ausência de Ti (6)

Foi tal e qual o inverno a minha ausência/ de ti, prazer dum ano fugitivo:/ dias nocturnos, gelos, inclemência;/ que nudez de dezembro o frio vivo./ E esse tempo de exílio era o do verão;/ era a exce...

Amar quem Está tão Próximo da Morte (7)

Esta estação do ano podes vê-la/ em mim: folhas caindo ou já caídas;/ ramos que o frémito do frio gela;/ árvore em ruína, aves despedidas./ E podes ver em mim, crepuscular,/ o dia que se extingue sob...

Não te Arruínes, Alma, Enriquece (8)

Centro da minha terra pecadora,/ alma gasta da própria rebeldia,/ porque tremes lá dentro se por fora/ vais caiando as paredes de alegria?/ Para quê tanto luxo na morada/ arruinada, arrendada a curto...

Não Diga o Meu Espelho que Envelheço (9)

Não diga o meu espelho que envelheço,/ se a juventude e tu têm igual data,/ mas se os sulcos do tempo em ti conheço/ então devo expiar no que me mata./ Tanta beleza te recobre e deu/ tais galas a ves...

Se Nada Há de Novo (10)

Se nada há de novo e tudo o que há/ já dantes era como agora é,/ só ilusão a criação será:/ criar o já criado para quê?/ Que alguém me mostre, sobre um livro antigo/ como quinhentas translações astra...

És Música e a Música Ouves Triste? (11)

És música e a música ouves triste?/ Doçura atrai doçura e alegria:/ porque amas o que a teu prazer resiste,/ ou tens prazer só na melancolia?/ se a concórdia dos sons bem afinados,/ por casados, ofen...

À Morte Peço a Paz Farto de Tudo (12)

À morte peço a paz farto de tudo,/ de ver talento a mendigar o pão,/ e o oco abonitado e farfalhudo,/ e a pura fé rasgada na traição,/ e galas de ouro es despejados bustos,/ e a virgindade à bruta re...

Viverás, que da Pena a Força Emana (13)

Ou pra fazer-te o epitáfio vivo,/ ou vives mais e a terra me apodrece./ Tua memória a morte deste arquivo/ não tira, mas de mim o resto esquece./ Aqui terá o teu nome imortal gala,/ indo eu, hei-de f...

Adeus! Caro de Mais te Possuía (14)

Adeus! caro de mais te possuía,/ sabes a estimativa em que te trazem;/ carta de teu valor dá-te franquia,/ meus vínculos a ti já se desfazem./ Como reter-te sem consentimento/ e onde mereço essa riqu...


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