Pedro Homem de Mello

Portugal
6 Set 1904 // 5 Mar 1984
Poeta/Professor/Folclorista

Amizade

Ser-se amigo é ser-se pai
( — Ou mais do que pai talvez...)
É pôr-se a boca onde cai
A nódoa que nos desfez.

É dar sem receber nada,
Consciente da prisão,
Onde os nossos passos vão
Em linha por nós traçada...

É saber que nos consome
A sede, e sentirmos bem
O Céu, por na Terra, alguém
Rir, cantar e não ter fome.

É aceitar a mentira
E achá-la formosa e humana
Só porque a gente respira
O ar de quem nos engana.

Pedro Homem de Mello, in "Miserere"
// Consultar versos e eventuais rimas




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Canção à Ausente

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