João de Deus

Portugal
8 Mar 1830 // 11 Jan 1896
Poeta/Pedagogo

Avarento

Puxando um avarento de um pataco
Para pagar a tampa de um buraco
Que tinha já nas abas do casaco,
Levanta os olhos, vê o céu opaco,
Revira-os fulo e dá com um macaco
Defronte, numa loja de tabaco...
Que lhe fazia muito mal ao caco!
                Diz ele então
            Na força da paixão:
— Há casaco melhor que aquela pele?
Trocava o meu casaco por aquele...
          E até a mim... por ele.

                Tinha razão,
                      Quanto a mim.
             Quem não tem coração,
Quem não tem alma de satisfazer
As niquices da civilização,
                Homem não deve ser;
                Seja saguim,
Que escusa tanga, escusa langotim:
                Vá para os matos,
             Já não sofre tratos
A calçar botas, a comprar sapatos;
Viva nas tocas como os nossos ratos,
E coma cocos, que são mais baratos!

João de Deus, in 'Campo de Flores'
// Consultar versos e eventuais rimas




Facebook

Beijo

Beijo na face/ Pede-se e dá-se:/ Dá?/ Que custa um beijo?/ Não tenha pejo:/ Vá!/ / Um beijo é culpa,/ Que se desculpa:/ Dá?/ A borboleta/ Beija a violeta:/ ...

O Dinheiro

O dinheiro é tão bonito,/ Tão bonito, o maganão!/ Tem tanta graça, o maldito,/ Tem tanto chiste, o ladrão!/ O falar, fala de um modo.../ Todo ele, aquele todo.../ E elas acham-no tão guapo!/ Velhinha...

Mãe e Filho

Primícias do meu amor!/ Meu filhinho do meu seio/ Tenro fruto que à luz veio/ Como à luz da aurora a flor!/ / Na tua face inocente,/ De teu pai a face beijo,/ E em teus olhos, filho, vejo/ Como Deus ...
Inspirações

Dia Festivo

© Copyright 2003-2016 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE