José Paulo Moreira da Fonseca

Brasil
13 Jun 1922 // 4 Dez 2004
Escritor/Poeta/Ensaísta/Pintor

Balança

O muito que me recusam,
dá-me o poema
em seu corpo de ar.

A alma faz o que não existe
e da sombra pousada sobre os olhos
vai desenhando a figura além do alcance das mãos.

É pouco, é bastante,
é um ter sem que se tenha,
um tempo que parece não passar
pois que nada acontecendo,
                            nada é destruído.

João Paulo Moreira da Fonseca, in 'O Tempo e a Sorte'




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