Fernando Namora

Portugal
15 Abr 1919 // 31 Jan 1989
Escritor/Poeta/Médico

Clandestinidade

Secreto me acho
e secreto me sentes
quando
secreto me julgas,
Impuro me reconheço
quando
o nosso silêncio
são vozes turbas.
Dúbio é o desejo
quando
não é transparente
a água em que se deita
precavidamente.
Clandestinos somos
quando
o que somos
teme a face que pesquisa.
Os olhos são claros
quando
a superfície do espelho
é lisa.

Fernando Namora, in 'Marketing'
// Consultar versos e eventuais rimas




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