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Poema
Florbela Espanca Florbela Espanca Portugal
[Wikipedia]
8 Dez 1894 // 8 Dez 1930 Poetisa
  
  
Conto de Fadas Eu trago-te nas mãos o esquecimento
Das horas más que tens vivido, Amor!
E para as tuas chagas o unguento
Com que sarei a minha própria dor.

Os meus gestos são ondas de Sorrento...
Trago no nome as letras de uma flor...
Foi dos meus olhos garços que um pintor
Tirou a luz para pintar o vento...

Dou-te o que tenho: o astro que dormita,
O manto dos crepúsculos da tarde,
O sol que é d'oiro, a onda que palpita.

Dou-te comigo o mundo que Deus fez!
- Eu sou Aquela de quem tens saudade,
A Princesa do conto: “Era uma vez...”

Florbela Espanca, in "Charneca em Flor"

Tema(s): Amor  Ler outros poemas de Florbela Espanca 
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