A Gaia Ciência

por: Friedrich Wilhelm Nietzsche
Alemanha
15 Out 1844 // 25 Ago 1900
Filósofo

13 Poemas

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O Solitário (1)

Detesto seguir alguém assim como detesto conduzir./ Obedecer? Não! E governar, nunca!/ Quem não se mete medo não consegue metê-lo a/ ninguém,/ E só aquele que o inspira pode comandar./ Já d...

Sabedoria do Mundo (2)

Não fiques em terreno plano./ Não subas muito alto./ O mais belo olhar sobre o mundo/ Está a meia encosta./ / Friedrich Nietzsche, in A Gaia Ciência ...

A Minha Felicidade (3)

Depois de estar cansado de procurar/ Aprendi a encontrar./ Depois de um vento me ter feito frente/ Navego com todos os ventos./ / Friedrich Nietzsche, in A Gaia Ciência ...

Declaração de Amor (4)

(e o poeta cai na armadilha)/ / Ó maravilha! Voará ainda?/ Sobe e as suas asas não se mexem?/ Quem é então que o leva e faz subir?/ Que fim tem ele, caminho ou rédea, agora?/ / Como a estrela e a ete...

Estas Almas Incertas (5)

Quero um mal de morte/ A estas almas incertas./ Tortura-as a honra que vos fazem,/ Pesam-lhes, dão-lhe vergonha os seus louvores./ Porque não vivo/ Preso à sua trela,/ Saúdam-me com um olhar agridoce...

Ecce Homo (6)

Sim, sei de onde venho!/ Insatisfeito com a labareda/ Ardo para me consumir./ Aquilo em que toco torna-se luz,/ Carvão aquilo que abandono:/ Sou certamente labareda./ / Friedrich Nietzsche, in A ...

As Minhas Rosas (7)

Sim! a minha ventura quer dar felicidade;/ Não é isso que deseja toda a ventura?/ Quereis colher as minhas rosas?/ Baixai-vos então, escondei-vos,/ Entre as rochas e os espinheiros,/ E chupai muitas ...

Ó Minha Felicidade (8)

Revejo os pombos de São Marcos:/ A praça está silenciosa; ali se repousa a manhã./ Indolentemente envio os meus cantos para o seio da suave/ ...

Consolação para os Principiantes (9)

Vede a criança, rodeada de porcos a grunhir,/ Desarmada, encolhendo os dedos dos pés./ Chora, não sabe fazer mais nada senão chorar./ Será alguma vez capaz de ficar de pé e de caminhar?/ Coragem! E d...

Moral Estelar (10)

Presdestinada à tua órbita,/ Que te importa, estrela, a noite?/ Rola, bem-aventurada, através do tempo!/ Que a sua miséria te permaneça estranha./ A tua luz está destinada ao mais distante dos mundos...
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