Carlos de Oliveira

Portugal
10 Ago 1921 // 1 Jul 1981
Escritor

Lágrima

A cada hora
o frio
que o sangue leva ao coração
nos gela como o rio
do tempo aos derradeiros glaciares
quando a espuma dos mares
se transformar em pedra.

Ah no deserto
do próprio céu gelado
pudesses tu suster ao menos na descida
uma estrela qualquer
e ao seu calor fundir a neve que bastasse
à lágrima pedida
pela nossa morte.

Carlos de Oliveira, in 'Cantata'
// Consultar versos e eventuais rimas




Outros Poemas de Carlos de Oliveira:

Facebook

Inspirações

Esperar pelo Melhor

© Copyright 2003-2019 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE