Paul Verlaine

França
30 Mar 1844 // 8 Jan 1896
Poeta

Lassidão

Ah, por favor, doçura, doçura, doçura!
Acalma esses arroubos febris, minha bela.
Mesmo em grandes folguedos, a amante só deve
Mostrar o abandono calmo da irmã pura.

Sê lânguida, adormece-me com os teus afagos,
Iguais aos teus suspiros e ao olhar que embala.
O abraço do ciúme, o espasmo impaciente
Não valem um só beijo, mesmo quando mente!

Mas dizes-me, criança, em teu coração de ouro
A paixão mais selvagem toca o seu clarim!...
Deixa-a trombetear à vontade, a impostora!

Chega essa testa à minha, a mão também, assim,
E faz-me juramentos pra amanhã quebrares,
Chorando até ser dia, impetuosa amada!

Paul Verlaine, in "Melancolia"
Tradução de Fernando Pinto do Amaral
// Consultar versos e eventuais rimas




Outros Poemas de Paul Verlaine:

Facebook

Inspirações

O Desejo e a Posse

© Copyright 2003-2019 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE