António Ramos Rosa

Portugal
17 Out 1924 // 23 Set 2013
Poeta/Ensaísta

Mediadora do Vento

Ligeira sobre o dia
ao som dos jogos,
desliza com o vento
num encantado gozo.

Pelas praias do ar
difunde-se em prodígios.
Tudo é acaso leve,
tudo é prodígio simples.

Pequena e magnífica
no seu amor volante
propaga sem destino
surpresas e carícias.

Pátria, só a do vento
de tão subtil e viva.
Azul, sempre azul
em completa alegria.

António Ramos Rosa, in "Mediadoras"
// Consultar versos e eventuais rimas




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