Manuel Maria Barbosa du Bocage

Portugal
15 Set 1765 // 21 Dez 1805
Poeta

Meu Ser Evaporei na Luta Insana

Meu ser evaporei na luta insana
Do tropel de paixões que me arrastava:
Ah! cego eu cria, ah! mísero eu sonhava
Em mim quasi imortal a essência humana!

De que inúmeros sóis a mente ufana
Existência falaz me não dourava!
Mas eis sucumbe Natureza escrava
Ao mal, que a vida em sua origem dana.

Prazeres, sócios meus, e meus tiranos!
Esta alma, que sedenta em si não coube,
No abismo vos sumiu dos desenganos

Deus, ó Deus!... quando a morte a luz me roube,
Ganhe um momento o que perderam anos,
Saiba morrer o que viver não soube.

Bocage, in 'Rimas'
// Consultar versos e eventuais rimas




Facebook

Nascemos para Amar

Nascemos para amar; a Humanidade/ Vai, tarde ou cedo, aos laços da ternura./ Tu és doce atractivo, ó Formosura,/ Que encanta, que seduz, que persuade./ / Enleia-se por gosto a liberdade;/ E depois qu...

O Leão e o Porco

O rei dos animais, o rugidor leão,/ Com o porco engraçou, não sei por que razão./ Quis empregá-lo bem para tirar-lhe a sorna/ (A quem torpe nasceu nenhum enfeite adorna):/ Deu-lhe alta dignidade, e r...

Morte, Juízo, Inferno e Paraíso

Em que estado, meu bem, por ti me vejo,/ Em que estado infeliz, penoso e duro!/ Delido o coração de um fogo impuro,/ Meus pesados grilhões adoro e beijo./ / Quando te logro mais, mais te desejo;/ Qua...
© Copyright 2003-2016 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE