Olavo Bilac

Brasil
16 Dez 1865 // 28 Dez 1918
Poeta/Jornalista

Não és Bom, nem és Mau

Não és bom, nem és mau: és triste e humano...
Vives ansiando, em maldições e preces,
Como se a arder no coração tivesses
O tumulto e o clamor de um largo oceano.
Pobre, no bem como no mal padeces;
E rolando num vórtice insano,
Oscilas entre a crença e o desengano,
Entre esperanças e desinteresses.
Capaz de horrores e de ações sublimes,
Não ficas com as virtudes satisfeito,
Nem te arrependes, infeliz, dos crimes:
E no perpétuo ideal que te devora,
Residem juntamente no teu peito
Um demônio que ruge e um deus que chora.

Olavo Bilac, in "Poesias"
// Consultar versos e eventuais rimas
Pesquisa

Velhas Árvores

Olha estas velhas árvores, mais belas/ Do que as árvores novas, mais amigas:/ Tanto mais belas quanto mais antigas,/ Vencedoras da idade e das procelas.../ / O homem, a fera, e o inseto, à sombra del...

Maldição

Se por vinte anos, nesta furna escura,/ Deixei dormir a minha maldição,/ - Hoje, velha e cansada da amargura,/ Minh'alma se abrirá como um vulcão./ / E, em torrentes de cólera e loucura,/ Sobre a tua...

Língua Portuguesa

Última flor do Lácio, inculta e bela,/ És, a um tempo, esplendor e sepultura:/ Ouro nativo, que na ganga impura/ A bruta mina entre os cascalhos vela/ Amo-se assim, desconhecida e obscura/ Tuba de al...
Inspirações

Falar ao Amigo

Facebook