António Osório

Portugal
n. 1 Ago 1933
Escritor/Poeta

Nascente

Quando sinto de noite
o teu calor dormente
e devagar
para que não despertes
digo: cedro azul,
terra vegetal,
ou só
amor, amor;
quando te acaricio
e devagar
para que não despertes
tomo na mão direita
as duas fontes, iguais, da vida,
procuro a nascente
e adormeço
nela essa mão depositando.

António Osório, in 'O Lugar do Amor'
// Consultar versos e eventuais rimas




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