Mauro Mota

Brasil
16 Ago 1911 // 22 Nov 1984
Jornalista/Professor/Poeta/Cronista

Natal

Natal, antes e agora
imutável. Feliz
noite branca sem hora
no pátio da Matriz.

Natal: os mesmos sinos
de repiques iguais.
Brinquedos e meninos,
Natal de outros natais.

A Banda, vozes, passos
da multidão fiel.
Tudo nos seus espaços,
o mundo e o carrossel.

Tudo, menos o andejo
homem que se conclui.
Olho-me, e não me vejo,
não sei para onde fui.

Mauro Mota, in 'Itinerário'




Outros Poemas de Mauro Mota:

Facebook

© Copyright 2003-2019 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE