Fernando Namora

Portugal
15 Abr 1919 // 31 Jan 1989
Escritor/Poeta/Médico

Nocturno

Uma casa navega no tempo
como um barco subindo o rio
Por fim sem marinhagem por fim sem mastreação.
Por fim ancorada nas janelas exorbitadas
onde as luzes são paisagens lunares
e o silêncio tem um perfil negro.
Por fim ancorada nas abordagens sem presas.

Ancorada a vedes: abrigo de cães.

Fernando Namora, in 'Nome Para Uma Casa'
// Consultar versos e eventuais rimas




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