Teixeira de Pascoaes

Portugal
8 Nov 1877 // 14 Dez 1952
Poeta

Olhar Eterno

Aquele olhar tão triste,
Onde ia, feito em lagrima, o que eu sou,
Isto é, tudo o que existe,
No instante em que pousou,
Relampago do Além,
Sobre ti, meu querido e pobre Anjinho,
Já deitado na cama e tão doentinho,
Cercado da afflicção de tua Mãe;
Esse olhar fez-se eterno,
Em meus olhos ficou: é luz do inferno
Que tudo me alumia...

Parece a luz do dia!

Teixeira de Pascoaes, in 'Elegias'
// Consultar versos e eventuais rimas




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