Miguel Torga

Portugal
12 Ago 1907 // 17 Jan 1995
Escritor/Poeta

Poema Melancólico a não sei que Mulher

Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.

Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...

Miguel Torga, in 'Diário VII'
// Consultar versos e eventuais rimas




Facebook

Mãe

Mãe:/ Que desgraça na vida aconteceu,/ Que ficaste insensível e gelada?/ Que todo o teu perfil se endureceu/ Numa linha severa e desenhada?/ / Como as estátuas, que são gente nossa/ Cansada de palavr...

Só eu Sinto Bater-lhe o Coração

Dorme a vida a meu lado, mas eu velo./ (Alguém há-de guardar este tesoiro!)/ E, como dorme, afago-lhe o cabelo,/ Que mesmo adormecido é fino e loiro./ / Só eu sinto bater-lhe o coração,/ Vejo que son...

Conquista

Livre não sou, que nem a própria vida/ Mo consente./ Mas a minha aguerrida/ Teimosia/ É quebrar dia a dia/ Um grilhão da corrente./ / Livre não sou, mas quero a liberdade./ Trago-a dentro de mim como...
© Copyright 2003-2016 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE