Cecília Meireles

Brasil
7 Nov 1901 // 9 Nov 1964
Poeta/Escritora

Sem Corpo Nenhum

Sem corpo nenhum,
como te hei de amar?
— Minha alma, minha alma,
tu mesma escolheste
esse doce mal!

Sem palavra alguma,
como o hei de saber?
— Minha alma, minha alma,
tu mesma desejas
o que não se vê!

Nenhuma esperança
me dás, nem te dou:
— Minha alma, minha alma,
eis toda a conquista
do mais longo amor!

Cecília Meireles, in 'Poemas (1942-1959)'
// Consultar versos e eventuais rimas




Facebook

Recado aos Amigos Distantes

Meus companheiros amados,/ não vos espero nem chamo:/ porque vou para outros lados./ Mas é certo que vos amo./ / Nem sempre os que estão mais perto/ fazem melhor companhia./ Mesmo com sol encoberto,...

Não te Fies do Tempo nem da Eternidade

Não te fies do tempo nem da eternidade/ que as nuvens me puxam pelos vestidos,/ que os ventos me arrastam contra o meu desejo./ Apressa-te, amor, que amanhã eu morro,/ que amanhã morro e não te vejo!...

Lua Adversa

Tenho fases, como a lua,/ Fases de andar escondida,/ fases de vir para a rua... / Perdição da minha vida!/ Perdição da vida minha!/ Tenho fases de ser tua, / tenho outras de ser sozinha./ / Fases que...
Inspirações

A Grande Sabedoria

© Copyright 2003-2016 Citador - Todos os direitos reservados | SOBRE O SITE