Almeida Garrett

Portugal
4 Fev 1799 // 9 Dez 1854
Escritor/Dramaturgo/Orador

Seus Olhos

Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'
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Pesquisa

Não te Amo

Não te amo, quero-te: o amar vem d’alma./ E eu n’alma - tenho a calma,/ A calma - do jazigo./ Ai! não te amo, não./ / Não te amo, quero-te: o amor é vida./ E a vida - nem sent...

Este Inferno de Amar

Este inferno de amar - como eu amo! -/ Quem mo pôs aqui n'alma... quem foi?/ Esta chama que alenta e consome,/ Que é a vida - e que a vida destrói -/ Como é que se veio a atear,/ Quando - ai quando s...

Quando Eu Sonhava

Quando eu sonhava, era assim/ Que nos meus sonhos a via;/ E era assim que me fugia,/ Apenas eu despertava,/ Essa imagem fugidia/ Que nunca pude alcançar./ Agora, que estou desperto,/ Agora a vejo fix...
Inspirações

O Preço da Alma

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