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Poema
Almeida Garrett Almeida Garrett Portugal
1799 // 1854 Escritor/Dramaturgo/Orador
  
  
Seus Olhos Seus olhos - que eu sei pintar
O que os meus olhos cegou –
Não tinham luz de brilhar,
Era chama de queimar;
E o fogo que a ateou
Vivaz, eterno, divino,
Como facho do Destino.

Divino, eterno! - e suave
Ao mesmo tempo: mas grave
E de tão fatal poder,
Que, um só momento que a vi,
Queimar toda a alma senti...
Nem ficou mais de meu ser,
Senão a cinza em que ardi.

Almeida Garrett, in 'Folhas Caídas'

Tema(s): Amor  Olhos  Ler outros poemas de Almeida Garrett 
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