8 Poemas



A Nossa Casa (1)

A nossa casa, Amor, a nossa casa!/ Onde está ela, Amor, que não a vejo?/ Na minha doida fantasia em brasa/ Constrói-a, num instante, o meu desejo!/ / Onde está ela, Amor, a nossa casa,/ O bem que nes...
Charneca em Flor

Amor como em Casa (2)

Regresso devagar ao teu/ sorriso como quem volta a casa. Faço de conta que/ não é nada comigo. Distraído percorro/ o caminho familiar da saudade,/ pequeninas coisas me prendem,/ uma tarde num café, u...

Casa Abandonada (3)

Minha saudade não larga/ Certa casa abandonada./ E sinto, na boca, amarga,/ Essa lágrima chorada/ Quando a deixei.../ / Caía, de leve, a tarde.../ E, olhando para trás, vi/ Aquela porta fechada./ / N...

Na Casa Defronte (4)

Na casa defronte de mim e dos meus sonhos, / Que felicidade há sempre! / / Moram ali pessoas que desconheço, que já vi mas não vi. / São felizes, porque não sou eu. / / As crianças, que brincam às sa...

Com a Altura da Idade a Casa se Acrescenta (5)

Com a altura da idade a casa se acrescenta./ Não é que aumente a quantidade ao espaço./ Mas, sendo mais longínquos, o desapego pensa/ maior distância quando se fica a olhá-lo./ Ou, se quiserem, uma r...

A Casa (6)

É um chalé com alpendre,/ forrado de hera./ Na sala,/ tem uma gravura de Natal com neve./ Não tem lugar pra esta casa em ruas que se conhecem./ Mas afirmo que tem janelas,/ claridade de lâmpada atrav...

A Idade (7)

Ao princípio, era a doença de ser, pura e simples/ exaltação das trevas de que a casa era a luz do mundo./ Ao princípio, estava o amor oculto no secreto fio/ da memória do mundo. Ao princípio, era o ...

A Área (8)

Tudo o que houve, permanece, proeza do corpo/ como um sulco bárbaro da memória dos dias,/ ritos, remorsos, sementes futuras, a mudez./ Tudo aconteceu nas lágrimas e nas veias,/ / na precisão das luze...


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Todos os Corpos São Amáveis

Todos os corpos são feitos de tempo. Um dia, perceberam que nada era tão grande que apagasse as rugas, que nada era tão forte que apagasse os anos. Um dia perceberam que até o amor envelhece. Estavam...

A Cozinha do Escritor

Aquilo que eu mais amo na escrita é o devaneio que a precede. A escrita em si, não, não é muito agradável. Deve-se materializar o sonho na página, assim que se saia do devaneio. Às vezes penso, como ...